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segunda-feira, 19 de abril de 2010
Does Apple Plan iPhone, MacBook Factories In Brazil?
Jonny Evans| April 19, 2010 | Industry Intel.Share .Apple is looking to open up production facilities in Latin America, seeking to exploit tax breaks available to foreign companies opening for business in Brazil.
The company is pondering production of iPhones and MacBooks in Brazil in an attempt reportedly aimed at cutting prices for Latin American consumers, it's claimed.
Apple will need to join a Brazilian scheme that offers tax breaks on component imports in order to encourage final product assembly inside of that country, Sao Paulo’s Folha de S.Paulo claimed, citing no sources.
The company presently outsources most of its manufacturing to Taiwan/China, where its key parent manufacturing partners are Quanta Computer and Hon Hai Precision Industry.
Apple has not responsed to Bloomberg’s questions on this report. The company opened its own online store in Brazil in October 2009. The company now operates eight “Stores within a store” complexes in Brazil, which it runs in association with Fnac.
Fonte: http://www.9to5mac.com/intelligence
domingo, 18 de abril de 2010
Marco da internet: sites jornalísticos querem ficar de fora do projeto do governo que regulamenta o setor
BRASÍLIA - Preocupados com a institucionalização de um mecanismo que pode servir à censura prévia, entidades setoriais e da sociedade civil organizada, além de parlamentares, defendem que os sites jornalísticos sejam excluídos do escopo do Marco Legal da Internet. A proposta de regulamentação do governo, em consulta pública há uma semana, prevê a comunicação direta entre usuários e provedores para solução de conflitos, incentivando a retirada voluntária de conteúdo do ar antes de uma determinação judicial.
Apesar de o Ministério da Justiça garantir que a medida tem como foco blogs e outros tipos de página na internet, apoiados basicamente em opinião e não em informação, teme-se o cerceamento da liberdade no exercício do jornalismo. Entidades e parlamentares acreditam que sites jornalísticos devem ser submetidos à Constituição, que rege obrigações e direitos dos meios de comunicação de forma geral.
O coordenador-executivo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Celso Schröder, defendeu que não deve haver nem apologia de uma tecnologia que "produz milhares de informações ao mesmo tempo" nem "ação tuteladora", pois "isto seria uma estupidez":
- Os sites jornalísticos contam com as mesmas regras dos meios de comunicação. Para os blogs públicos, dos órgãos de imprensa, se houver mentira, eles são retirados. É garantido o direito de resposta.
- (O marco legal) Não deveria trazer responsabilidade para os provedores filtrarem conteúdos, a não ser em casos de determinação judicial. Há um perigo de deslizar para a censura - disse o deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP).
Para a presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Judith Brito, retirar uma informação do ar toda vez que alguém se sentir prejudicado "é inconstitucional".
- Isso é frontalmente contrário ao princípio maior da liberdade de expressão consagrado na nossa Constituição. É uma forma evidente de censura. (Deve haver) Total liberdade de expressão, sem a possibilidade de censura, e eventual punição posterior por danos morais quando definido pela Justiça.
O vice-presidente da Associação Brasileira de Internet (Abranet), Gil Torquato, argumenta que já existem leis e normas suficientes regulamentando também a internet e que, por responsabilidade civil, cada um "é responsável pelo que escreve".
Para governo, projeto inibe batalhas judiciais
O projeto prevê que pessoas que se sintam difamadas por algum conteúdo - por exemplo, o comentário de um internauta - entrem em contato com o provedor, que poderá manter o conteúdo no ar (se responsabilizando por sua veiculação) ou retirá-lo e comunicar seu autor sobre a reclamação.
Se o autor quiser que as informações voltem à internet, ele terá que se identificar e responder por elas, inclusive perante a Justiça. Torquato considera a proposta inexequível.
Ciente da controvérsia, o chefe de gabinete da Secretaria de Assuntos Legislativos, do Ministério da Justiça, Guilherme de Almeida, defende a iniciativa como uma tentativa de evitar batalhas judiciais.
- O projeto em momento nenhum quer substituir a Lei de Imprensa - disse.
A Lei da Imprensa, da década de 1960, foi derrubada no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Jornalistas e veículos de comunicação estão sujeitos agora à legislação comum (códigos Civil e Penal).
Apesar de o Ministério da Justiça garantir que a medida tem como foco blogs e outros tipos de página na internet, apoiados basicamente em opinião e não em informação, teme-se o cerceamento da liberdade no exercício do jornalismo. Entidades e parlamentares acreditam que sites jornalísticos devem ser submetidos à Constituição, que rege obrigações e direitos dos meios de comunicação de forma geral.
O coordenador-executivo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Celso Schröder, defendeu que não deve haver nem apologia de uma tecnologia que "produz milhares de informações ao mesmo tempo" nem "ação tuteladora", pois "isto seria uma estupidez":
- Os sites jornalísticos contam com as mesmas regras dos meios de comunicação. Para os blogs públicos, dos órgãos de imprensa, se houver mentira, eles são retirados. É garantido o direito de resposta.
- (O marco legal) Não deveria trazer responsabilidade para os provedores filtrarem conteúdos, a não ser em casos de determinação judicial. Há um perigo de deslizar para a censura - disse o deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP).
Para a presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Judith Brito, retirar uma informação do ar toda vez que alguém se sentir prejudicado "é inconstitucional".
- Isso é frontalmente contrário ao princípio maior da liberdade de expressão consagrado na nossa Constituição. É uma forma evidente de censura. (Deve haver) Total liberdade de expressão, sem a possibilidade de censura, e eventual punição posterior por danos morais quando definido pela Justiça.
O vice-presidente da Associação Brasileira de Internet (Abranet), Gil Torquato, argumenta que já existem leis e normas suficientes regulamentando também a internet e que, por responsabilidade civil, cada um "é responsável pelo que escreve".
Para governo, projeto inibe batalhas judiciais
O projeto prevê que pessoas que se sintam difamadas por algum conteúdo - por exemplo, o comentário de um internauta - entrem em contato com o provedor, que poderá manter o conteúdo no ar (se responsabilizando por sua veiculação) ou retirá-lo e comunicar seu autor sobre a reclamação.
Se o autor quiser que as informações voltem à internet, ele terá que se identificar e responder por elas, inclusive perante a Justiça. Torquato considera a proposta inexequível.
Ciente da controvérsia, o chefe de gabinete da Secretaria de Assuntos Legislativos, do Ministério da Justiça, Guilherme de Almeida, defende a iniciativa como uma tentativa de evitar batalhas judiciais.
- O projeto em momento nenhum quer substituir a Lei de Imprensa - disse.
A Lei da Imprensa, da década de 1960, foi derrubada no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Jornalistas e veículos de comunicação estão sujeitos agora à legislação comum (códigos Civil e Penal).
sábado, 17 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Ascensão social da população brasileira deve continuar, aponta FGV
TATIANA RESENDE
da Reportagem Local
O país deve ter pelo menos mais cinco anos de ascensão social, com a entrada de 9,4 milhões de brasileiros nas classes A/B até 2014 e outros 26,6 milhões na C, segundo a análise do economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getulio Vargas), Marcelo Neri.
Estudo divulgado ontem pela Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas, em conjunto com a Ipsos, mostrou que a classe C conseguiu ampliar sua participação, em 2009, para 49% da população brasileira, ante 45% no ano anterior, chegando a 92,85 milhões de pessoas no país. Já as classes A/B cresceram de 15% para 16% do total, enquanto as D/E encolheram (de 40% para 35%).
O pesquisador da FGV também acompanha a mobilidade social, mas o conceito de classes que ele usa difere do da Cetelem por considerar também a renda mensal familiar.
Ainda assim, ambos os estudos apontam na mesma direção. "O aumento da escolaridade da população nos permite ser mais otimistas em relação ao futuro", diz Neri.
Ele explica que o aquecimento do mercado de trabalho --o que inclui a expansão de vagas com carteira assinada-- e a educação podem ser vistos como um "trampolim", amparado pela rede de proteção proporcionada pelos programas sociais aliados aos fundamentos macroeconômicos do país (como o controle da inflação e uma situação fiscal equilibrada).
A volta do crescimento econômico e a geração de emprego, ressalta, possibilitaram a redução da desigualdade social. "Primeiro o bolo cresceu, depois melhorou a distribuição", completa.
Apesar da quase estabilidade (-0,2%) do PIB em 2009, houve a criação de 995 mil empregos formais. Considerando só os dados do último trimestre, a economia cresceu 2% em relação aos três meses anteriores.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u717334.shtml
da Reportagem Local
O país deve ter pelo menos mais cinco anos de ascensão social, com a entrada de 9,4 milhões de brasileiros nas classes A/B até 2014 e outros 26,6 milhões na C, segundo a análise do economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getulio Vargas), Marcelo Neri.
Estudo divulgado ontem pela Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas, em conjunto com a Ipsos, mostrou que a classe C conseguiu ampliar sua participação, em 2009, para 49% da população brasileira, ante 45% no ano anterior, chegando a 92,85 milhões de pessoas no país. Já as classes A/B cresceram de 15% para 16% do total, enquanto as D/E encolheram (de 40% para 35%).
O pesquisador da FGV também acompanha a mobilidade social, mas o conceito de classes que ele usa difere do da Cetelem por considerar também a renda mensal familiar.
Ainda assim, ambos os estudos apontam na mesma direção. "O aumento da escolaridade da população nos permite ser mais otimistas em relação ao futuro", diz Neri.
Ele explica que o aquecimento do mercado de trabalho --o que inclui a expansão de vagas com carteira assinada-- e a educação podem ser vistos como um "trampolim", amparado pela rede de proteção proporcionada pelos programas sociais aliados aos fundamentos macroeconômicos do país (como o controle da inflação e uma situação fiscal equilibrada).
A volta do crescimento econômico e a geração de emprego, ressalta, possibilitaram a redução da desigualdade social. "Primeiro o bolo cresceu, depois melhorou a distribuição", completa.
Apesar da quase estabilidade (-0,2%) do PIB em 2009, houve a criação de 995 mil empregos formais. Considerando só os dados do último trimestre, a economia cresceu 2% em relação aos três meses anteriores.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u717334.shtml
terça-feira, 6 de abril de 2010
A cabeça do jornalista:opiniões e valores políticos dos jornalistas no Brasil
Daniel Marcelino
Lucio Rennó
Ricardo Mendes
Wladimir Gramacho
Os meios de comunicação jogam papel central no funcionamento de regimes democráticos (DAHL, 2005) pois exercem uma função de investigação e divulgação do desempenho
de atores públicos e privados que confere transparência ao sistema político. Os meios de comunicação também instruem e informam os cidadãos sobre o sistema político exercendo, portanto,uma função pedagógica essencial nas sociedades modernas.
Como apontam vários autores que estudam o papel dos meios de comunicação e sua interface com a política, uma imprensa livre e autônoma é fundamental para o fortalecimento da democracia e para o exercício mais completo do controle social sobre o poder político (LAWSON, 2002). Por último, em uma visão mais sociológica da
democracia, baseada em uma interpretação discursiva da mesma,processos comunicativos são centrais para a formação de espaços públicos de deliberação e os meios de comunicação exercem papelcentral na construção dessas arenas (AVRITZER e COSTA 2004).
Contudo, afora editoriais de jornais e blogs – que normalmente representam a opinião da empresa, de uma coletividade, de uma organização ou apenas de um indivíduo –, não temos informações concretas sobre como pensam as pessoas que operam os meios de
comunicação no Brasil como um todo. Editoriais e blogs não permitem generalizações sobre como pensa o universo de jornalistas no país. Um modo de se chegar a conclusões sobre essas opiniões é a realização de pesquisa de opinião pública com jornalistas, nos moldes das realizadas pelo The Pew Research Center for the People and the Press (http://people-press.org/) nos EUA. Até onde sabemos, não há pesquisas de opinião semelhantes no Brasil enfocando jornalistas.
Dessa forma, não temos muitas informações, ao nível individual,sobre como pensam os jornalistas brasileiros acerca da política,economia e sociedade embasadas em uma amostra que inclua jornalistas de todo o país e exercendo funções variadas na indústria da mídia.
Desvendar o que passa pela cabeça dos jornalistas é fundamental para entendermos suas aspirações, valores e crenças que, indiscutivelmente,influenciarão suas coberturas jornalísticas.
Obviamente que distanciamento, fidedignidade, compromisso com o fato e imparcialidade são valores centrais no exercício da profissão.
Mas o fato de termos opiniões pessoais e ideias consolidadas sobre o mundo impõe-nos lentes que orientam a leitura da realidade,podendo gerar vieses em nossas interpretações e descrições do mundo. Isso ocorre com qualquer profissional, e jornalistas não são diferentes. Assim, entender como as pessoas que produzem informação
no Brasil pensam a sociedade, a economia e a política passa a ser fundamental para entendermos como e por quem essa informação é produzida.
Pesquisa na Integra
Lucio Rennó
Ricardo Mendes
Wladimir Gramacho
Os meios de comunicação jogam papel central no funcionamento de regimes democráticos (DAHL, 2005) pois exercem uma função de investigação e divulgação do desempenho
de atores públicos e privados que confere transparência ao sistema político. Os meios de comunicação também instruem e informam os cidadãos sobre o sistema político exercendo, portanto,uma função pedagógica essencial nas sociedades modernas.
Como apontam vários autores que estudam o papel dos meios de comunicação e sua interface com a política, uma imprensa livre e autônoma é fundamental para o fortalecimento da democracia e para o exercício mais completo do controle social sobre o poder político (LAWSON, 2002). Por último, em uma visão mais sociológica da
democracia, baseada em uma interpretação discursiva da mesma,processos comunicativos são centrais para a formação de espaços públicos de deliberação e os meios de comunicação exercem papelcentral na construção dessas arenas (AVRITZER e COSTA 2004).
Contudo, afora editoriais de jornais e blogs – que normalmente representam a opinião da empresa, de uma coletividade, de uma organização ou apenas de um indivíduo –, não temos informações concretas sobre como pensam as pessoas que operam os meios de
comunicação no Brasil como um todo. Editoriais e blogs não permitem generalizações sobre como pensa o universo de jornalistas no país. Um modo de se chegar a conclusões sobre essas opiniões é a realização de pesquisa de opinião pública com jornalistas, nos moldes das realizadas pelo The Pew Research Center for the People and the Press (http://people-press.org/) nos EUA. Até onde sabemos, não há pesquisas de opinião semelhantes no Brasil enfocando jornalistas.
Dessa forma, não temos muitas informações, ao nível individual,sobre como pensam os jornalistas brasileiros acerca da política,economia e sociedade embasadas em uma amostra que inclua jornalistas de todo o país e exercendo funções variadas na indústria da mídia.
Desvendar o que passa pela cabeça dos jornalistas é fundamental para entendermos suas aspirações, valores e crenças que, indiscutivelmente,influenciarão suas coberturas jornalísticas.
Obviamente que distanciamento, fidedignidade, compromisso com o fato e imparcialidade são valores centrais no exercício da profissão.
Mas o fato de termos opiniões pessoais e ideias consolidadas sobre o mundo impõe-nos lentes que orientam a leitura da realidade,podendo gerar vieses em nossas interpretações e descrições do mundo. Isso ocorre com qualquer profissional, e jornalistas não são diferentes. Assim, entender como as pessoas que produzem informação
no Brasil pensam a sociedade, a economia e a política passa a ser fundamental para entendermos como e por quem essa informação é produzida.
Pesquisa na Integra
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