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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Informação por trás da noticia

Enviado por luisnassif, qui, 01/07/2010 - 08:51

O jornalista Merval Pereira é amigo da vereadora Andréa Gouvea Vieira. Se não me engano, são contraparentes. Ambos fazem parte da militância carioca mais aguerrida do governador José Serra, que se junta em torno do Márcio Fortes e do Ronaldo César Coelho. Ontem, Andréa fulminou o Índio da Costa com acusações de manipulação de licitação de merenda escolar. A blogosfera repercutiu e a militância petista espalhou. O que fazer: fulminar os críticos de Índio e atingir a amiga Andrea ou apoiar a amiga Andrea e dar razão aos críticos de Índio?

Ficou assim:

"E nem mesmo as acusações contra ele levantadas pela CPI da Merenda Escolar, na Câmara de Vereadores do Rio, são conclusivas a ponto de alguém poder afirmar que ele não tem a ficha tão limpa assim como querem alardear os tucanos e democratas.

Só mesmo militantes energúmenos utilizam tais argumentos.

Mesmo que as coincidências entre os preços oferecidos pela fornecedora vencedora nas licitações, quando Indio da Costa era secretário de Administração da prefeitura do Rio, sejam bastante estranhas.

Sem ter, teoricamente, informações sobre os outros preços, a fornecedora sempre apresentou descontos quando tinha concorrentes, mantendo o preço cheio naquelas licitações em que ninguém disputava o fornecimento.

Foi como acertar na MegaSena, comenta a vereadora do PSDB do Rio Andrea Gouvêa Vieira, relatora da CPI."

Lembra o famoso telegrama de José Carlos de Macedo Soares (interventor em São Paulo) a Getúlio Vargas, para anunciar a entrada do estado na revolução de 32. Depois de falar da fibra e da honra do paulista, terminava assim: "Minha esposa manda lembranças para dona Darcy".

De O Globo

Comédia de erros

Merval Pereira

A sucessão de trapalhadas que levou à escolha equivocada do deputado federal do DEM Indio da Costa como companheiro de chapa do tucano José Serra só demonstra como o PSDB não está preparado para uma disputa que poderia ser difícil para o governo — mesmo com toda a máquina voltada para a tarefa de eleger Dilma Rousseff, geralmente de maneira ilegal —, mas está sendo facilitada pelos erros do adversário.

A escolha do vice de Dilma recaiu sobre o presidente do PMDB, Michel Temer, o que garantiu a unidade do partido e preciosos minutos de televisão.

Os defeitos e as eventuais virtudes do deputado não fazem a menor diferença neste jogo em que o pragmatismo político prevalece para somar alguma coisa à candidatura principal.

Indio da Costa, em seu primeiro mandato federal, supostamente foi escolhido por ser jovem e ter sido o relator do projeto Ficha Limpa, o que lhe daria uma boa imagem junto ao eleitorado.

Uma jogada marqueteira simplória, pois sua história política não tem a menor consistência para alçálo ao segundo posto mais importante na hierarquia política do país.

Nem ele parece preparado para assumir a Presidência da República em caso de necessidade, que é, afinal, para o que servem os vice-presidentes no Brasil.

Fora disso, precisam "não trazer a porrinhação", na definição do próprio Serra.

Não tem a menor importância o fato de ele ter sido genro do banqueiro Cacciola, como berram os militantes petistas na internet.

E nem mesmo as acusações contra ele levantadas pela CPI da Merenda Escolar, na Câmara de Vereadores do Rio, são conclusivas a ponto de alguém poder afirmar que ele não tem a ficha tão limpa assim como querem alardear os tucanos e democratas.

Só mesmo militantes energúmenos utilizam tais argumentos.

Mesmo que as coincidências entre os preços oferecidos pela fornecedora vencedora nas licitações, quando Indio da Costa era secretário de Administração da prefeitura do Rio, sejam bastante estranhas.

Sem ter, teoricamente, informações sobre os outros preços, a fornecedora sempre apresentou descontos quando tinha concorrentes, mantendo o preço cheio naquelas licitações em que ninguém disputava o fornecimento.

Foi como acertar na MegaSena, comenta a vereadora do PSDB do Rio Andrea Gouvêa Vieira, relatora da CPI.

Os resultados da CPI estão no Ministério Público.

O mais grave na escolha deste deputado federal de primeiro mandato é que ele não agrega um voto sequer à candidatura de Serra no Rio de Janeiro.

Como parte do grupo político do ex-prefeito Cesar Maia, ele foi "prefeitinho" de Jacarepaguá, assessor do gabinete do prefeito antes de ser secretário de Administração.

Eleito vereador três vezes, em 2006 chegou à Câmara.

Qualquer influência eleitoral que tenha está contabilizada no apoio que o DEM dá no Rio à candidatura Serra, em troca de o ex-prefeito Cesar Maia ser o candidato ao Senado da coligação.

A presença de Maia na chapa, aliás, já provocou uma crise com o Partido Verde, e, agora, o reforço de seu grupo na coligação está provocando reações na bancada do PSDB, onde se acusa o presidente do DEM, Rodrigo Maia, de ter trabalhado por essa solução para se livrar de um concorrente na disputa por vagas para deputado federal do Rio.

Concorrente, aliás, com quem não se dá bem politicamente, justamente pela disputa de espaço político.

Da mesma maneira que aconteceu com o hoje prefeito do Rio, Eduardo Paes, que fazia parte do mesmo grupo político de Cesar Maia nos primórdios do primeiro governo na prefeitura do Rio.

Paes começou como "prefeitinho" de Jacarepaguá e terminou secretário no mesmo grupo de Índio da Costa.

Ontem, ao saber da escolha, Paes, que ainda mantém relações cordiais com José Serra desde que foi secretáriogeral do PSDB, mostrou-se espantado.

Foi visto às gargalhadas no Palácio da Cidade.

Como contraponto, talvez Serra tenha acertado com um público que não está muito ligado na política tradicional, a quem o jovem Indio da Costa se ligou durante a campanha da Ficha Limpa através dos novos meios de comunicação, como a internet, o Twitter, o Facebook.

Há quem tenha gostado, porque a escolha surpreendeu; porque ele tem uma "cara" de político diferente de todas as que estão aí; porque tem por trás milhões de assinaturas favoráveis a uma volta a valores éticos; porque é a cara do Rio e acena com uma "terceira via".

Foi o rolo compressor do governo, que atuou a todo vapor na madrugada para evitar que o senador Osmar Dias, do PDT, fechasse um acordo no Paraná com a oposição, que, paradoxalmente, salvou a aliança PSDB/DEM e evitou que José Serra ficasse sem 3 minutos e tanto de tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão — o que praticamente inviabilizaria sua candidatura à Presidência.

O apetite do presidente Lula é tamanho que nem mesmo o pequeno (em termos de tempo de propaganda) PSC escapou.

Tendo feito um acordo, meses atrás, para apoiar a candidatura do tucano Serra, o presidente do Partido Social Cristão (PSC), pastor Everaldo, foi cooptado pelo governo sabe-se lá com que argumentos, além do puro imediatismo esperto diante dos números das últimas pesquisas que apontam a candidata oficial Dilma Rousseff à frente.

Tanto esforço de última hora para ganhar apenas 18 segundos de televisão demonstra bem como o governo pretende reduzir ao máximo a chance de a oposição ter condições de disputar a sucessão de Lula.

E conta com os erros do adversário, assim como, hoje, a sorte da candidatura de Serra depende muito mais dos erros da candidata oficial e seus "aloprados".
Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/da-serie-indio-faz-colunista-sofrer

EAD Radio Corredor - Como escolher um vice

01/07/2010-08h15
Serra transforma escolha de seu vice em processo de autofagia cibernéticaJOSIAS DE SOUZA
DE BRASÍLIA

Publicidade
O político profissional não tem medo do escuro. Receia mesmo é a claridade. José Serra subverteu a ordem.

Envolto em atmosfera de volúpia e traição, o presidenciável tucano converteu a escolha de seu vice num striptease autofágico.

A plateia descobriu no imenso telhado de vidro da coligação pró-Serra um inusitado posto de observação.

Até a semana passada, a situação era a seguinte: metade do DEM estava nervosa porque Serra dizia que não tinha um vice e o aliado achava que ele estava mentindo.

A outra metade do DEM estava nervosa porque Serra dizia que não tinha escolhido o vice e imaginava-se que ele não tinha mesmo um nome.

E Serra estava nervoso porque não sabia se dizia que tinha o vice que ainda não escolhera ou se escolhia o vice e não dizia. E vice-versa.

Súbito, o nome do tucano Álvaro Dias veio à luz do modo mais inusitado: uma nota no microblog do presidente do PTB, o deputado cassado Roberto Jefferson (RJ).

Súbito, o DEM, aliado de todas as horas, tornou-se, por assim dizer, um corno cibernético. Com a alcova sob holofotes, Serra portou-se com inocência inaudita. Imaginou que o DEM aceitaria o papel de mulher traída que evita um rompimento em nome da integridade da família.

Esqueceu-se de que lidava com uma sigla que assumiu o poder logo após as caravelas de Pedro Álvares Cabral aportarem em Porto Seguro.

Lançado à oposição por Lula, o DEM (ex-Arena, ex-Frente Liberal e ex-PFL) perdeu prestígio e votos. Mas manteve relativa unidade.

Comparado ao PSDB, uma agremiação de amigos integralmente composta de inimigos, o DEM é um partido razoavelmente coerente.

Suas posições costumam ser conhecidas antes que os filiados levantem o braço numa convenção como a que se realizou ontem, em Brasília.

O DEM avisara há dois meses: sem Aécio Neves, o vice de Serra deveria ser preferencialmente de seus quadros.

Dono de estilo "indiocentrista", Serra imaginou-se capaz de trafegar pela selva de sua coligação com distanciamento de antropólogo.

No Big Brother do tucanato, os morubixabas do DEM levaram Serra não ao paredão, mas ao caldeirão. Obrigaram-no a regurgitar Álvaro Dias e atravessaram-lhe Indio da Costa na traqueia.

De erro em erro, Serra virou uma espécie de bispo Sardinha da era da internet. Em autofagia pública, foi mastigado pelos caetés do DEM à luz do twitter.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/759975-serra-transforma-escolha-de-seu-vice-em-processo-de-autofagia-cibernetica.shtml

EAD Radio Corredor - Como escolher um vice

01/07/2010-08h15
Serra transforma escolha de seu vice em processo de autofagia cibernéticaJOSIAS DE SOUZA
DE BRASÍLIA

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O político profissional não tem medo do escuro. Receia mesmo é a claridade. José Serra subverteu a ordem.

Envolto em atmosfera de volúpia e traição, o presidenciável tucano converteu a escolha de seu vice num striptease autofágico.

A plateia descobriu no imenso telhado de vidro da coligação pró-Serra um inusitado posto de observação.

Até a semana passada, a situação era a seguinte: metade do DEM estava nervosa porque Serra dizia que não tinha um vice e o aliado achava que ele estava mentindo.

A outra metade do DEM estava nervosa porque Serra dizia que não tinha escolhido o vice e imaginava-se que ele não tinha mesmo um nome.

E Serra estava nervoso porque não sabia se dizia que tinha o vice que ainda não escolhera ou se escolhia o vice e não dizia. E vice-versa.

Súbito, o nome do tucano Álvaro Dias veio à luz do modo mais inusitado: uma nota no microblog do presidente do PTB, o deputado cassado Roberto Jefferson (RJ).

Súbito, o DEM, aliado de todas as horas, tornou-se, por assim dizer, um corno cibernético. Com a alcova sob holofotes, Serra portou-se com inocência inaudita. Imaginou que o DEM aceitaria o papel de mulher traída que evita um rompimento em nome da integridade da família.

Esqueceu-se de que lidava com uma sigla que assumiu o poder logo após as caravelas de Pedro Álvares Cabral aportarem em Porto Seguro.

Lançado à oposição por Lula, o DEM (ex-Arena, ex-Frente Liberal e ex-PFL) perdeu prestígio e votos. Mas manteve relativa unidade.

Comparado ao PSDB, uma agremiação de amigos integralmente composta de inimigos, o DEM é um partido razoavelmente coerente.

Suas posições costumam ser conhecidas antes que os filiados levantem o braço numa convenção como a que se realizou ontem, em Brasília.

O DEM avisara há dois meses: sem Aécio Neves, o vice de Serra deveria ser preferencialmente de seus quadros.

Dono de estilo "indiocentrista", Serra imaginou-se capaz de trafegar pela selva de sua coligação com distanciamento de antropólogo.

No Big Brother do tucanato, os morubixabas do DEM levaram Serra não ao paredão, mas ao caldeirão. Obrigaram-no a regurgitar Álvaro Dias e atravessaram-lhe Indio da Costa na traqueia.

De erro em erro, Serra virou uma espécie de bispo Sardinha da era da internet. Em autofagia pública, foi mastigado pelos caetés do DEM à luz do twitter.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/759975-serra-transforma-escolha-de-seu-vice-em-processo-de-autofagia-cibernetica.shtml

EAD Radio Corredor -Como deve ser e como fazer uma Ata de reunião


Como fazer uma Ata

’Foi um golpe de mestre do Rodrigo Maia’

Deu em O Globo


José Serra perderá uma aliada no Rio. A vereadora tucana Andrea Gouvêa Vieira disse que pedirá licença e viajará, inconformada com a indicação de Indio da Costa para vice. Andrea foi relatora da CPI que investigou fraudes na merenda escolar quando Indio era secretário municipal do Rio, em 2005.

Chico Otavio

A senhora poderia resumir a conclusão da CPI da Merenda?

ANDREA: Houve um direcionamento claro. Na licitação para a compra de gêneros alimentícios para a merenda, a cidade foi dividida em nove áreas (2005). Ganhava cada área aquele que oferecesse mais desconto nos 49 produtos básicos. A Comercial Milano ficou com quase tudo. Acertou todas as suas apostas. Como ela poderia saber que descontos os outros concorrentes ofereceram?

A CPI desconfiou de algum tipo de informação privilegiada?

ANDREA: A empresa sabia até as áreas onde ninguém apresentou propostas. Isso só foi possível porque ela teve acesso prévio às ofertas dos concorrentes.

Existiu envolvimento de Indio da Costa, então secretário municipal de Administração?

ANDREA: Foi uma ação entre amigos.

Como vereadora, como a senhora avalia a gestão de Indio da Costa na secretaria?

ANDREA: Quando ele foi secretário de Administração, não havia pregão presencial e muito menos o eletrônico. Só depois da CPI, passaram a tomar esse cuidado.

E agora, irá apoiá-lo?

ANDREA: Se eu já tinha dificuldade com a candidatura do Cesar Maia, a situação agora ficou esdrúxula. Como o ex-prefeito é candidato ao Senado, não preciso pedir voto ou mesmo votar nele. Mas com o Indio como vice de Serra, é diferente. Não dá para separar o voto. Prefiro, então, pedir licença e viajar.

A indicação de Indio para vice foi uma surpresa entre os aliados do Rio?

ANDREA: O problema é o Serra não consultar. Márcio Fortes e Luiz Paulo Correa da Rocha estão pasmos. Foi um golpe de mestre do Rodrigo Maia. Como ele concorrerá a deputado disputando mais ou menos o mesmo voto do Indio, conseguiu tirá-lo do seu caminho ao empurrá-lo para Serra, que cedeu por estar exausto.

Serra escolheu mal?

ANDREA: Péssimo. A gente desconfia de quem põe uma faixa e sai por ai dizendo que é ficha limpa. Já pensou se, depois de eleito, o Serra sofre algum problema e o Índio vira presidente?


Radio Corredor:Gostaria de entender que golpe de mestre foi esse???
fonte:http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/07/01/foi-um-golpe-de-mestre-do-rodrigo-maia-304651.asp

Dilma começa governo economizando milhões ao ganhar no primeiro turno

Mesmo deixando de lado a hipótese (viável) de Serra seguir ladeira abaixo e ter a mais baixa votação que a direita já teve, as chances de segundo turno são próximas de zero.


É preciso considerar que brasileiro não gosta e não acompanha política e estamos no meio de uma copa do mundo. Antes de começar o horário eleitoral a campanha não terá começado para uma grande parte do eleitorado, justamente aquela parte onde Lula tem quase 100% de aprovação. Grande parte do eleitorado que mal sabe que haverá eleição esse ano e declara, em parte, intenção de voto em Lula, e que votaria em mim se o Lula aparecesse na TV pedindo isso.


Com apenas dois candidatos fortes, uma meia-boca e meia dúzia de unicelulares que terão uns 2% somados isso já é um segundo turno. Os elogios sem fim da mídia a Marina Silva buscam justamente evitar a derrota já. Mas sem partido, sem palanques fortes e com um discurso patético Marina vai cair, não crescer na hora H.


Não esquecendo que votos em branco e nulos não valem nada, não entram na conta, Dilma precisa de pouco mais de 5% para vencer já e numa eleição de dois candidatos cada voto perdido por um é voto ganho pelo outro. Dilma tem 40% e o resto 43%, somando os unicelulares Zé Maria, Eymael, Plínio e aquele outro cujo nome nem sei, temos uns 40 % contra 45%. Um modestíssimo aumento de 3% acompanhado de uma queda dos outros no mesmo nível significa vitória já.


Descontando os fanáticos babões que ganham a vida como comentaristas das Organizações Serra todo mundo sabe que quando começar o horário eleitoral e Dilma aparecer todo dia na TV ao lado de Lula vai ser como fogo morro acima ou água morro abaixo. Para quem tem memória curta era isso que Serra queria prevenir começando a campanha de verdade com grande vantagem no país e IMENSA vantagem na vanguarda do atraso São Paulo.


Com a campanha começando com Dilma vencendo no Norte, Nordeste, Centro-oeste, mais Minas, Espírito Santo e Rio no sudeste e a diferença caindo no sul, Serra tem menos chances que o Paraguai na copa do mundo. Muito menos. Na verdade estou ofendendo aos paraguaios. Perdão, paraguaios.

Hamba Kakuhle, Serra!

Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/

‘Não tenho a menor ideia de nada’, afirma vice Índio



Lula Marques/Folha

O deputado Índio da Costa (DEM-RJ), 39, última novidade da cena política, ainda não sabe o papel que vai desempenhar na sucessão presidencial.

Ungido na madrugada de quarta (30), o novo vice de José Serra falou à repórter Andreza Matais pouco depois de ter sido aclamado, à tarde, na convenção do DEM.

A entrevista foi às páginas da Folha. Perguntou-se a Índio se acha que a campanha deve adensar as críticas à gestão de Lula.

E ele, disciplinado: “Vou me assessorar com a equipe do Serra e com o próprio Serra, que tem uma quantidade enorme de pesquisas e informações que eu não tenho”.

Mais adiante: “[...] O que vou fazer é entender quais são os problemas e de que maneira eu posso contribuir...”

“...Mas é muito cedo para tudo, faz três horas que eu fui indicado, não tenho a menor ideia de nada”. Abaixo, a entrevista:

- De que forma o senhor acha que pode contribuir para a campanha? Vou conversar com o Serra ainda sobre isso, mas acredito que trazendo a juventude, mobilizando pessoas por meio das redes sociais, contribuindo com algumas ideias, mobilizando políticos. Eu pretendo fazer o que for necessário para ele ganhar a eleição, inclusive percorrer o país.

- Pesquisas recentes mostram vantagem da candidata Dilma Rousseff (PT). Acha que é possível virar o jogo? Não tenho dúvidas. O clima de já ganhou atrapalha. Temos que trabalhar muito, mostrar para o país que o projeto do Serra é muito melhor que o da Dilma.

- Acha que a campanha tem que ter uma linha mais crítica ao governo Lula? Vou me assessorar com a equipe do Serra e com o próprio Serra, que tem uma quantidade enorme de pesquisas e informações que eu não tenho. Tenho uma experiência de funcionamento do serviço público, e isso é uma questão que serve para qualquer área, é gerencial. O que vou fazer é entender quais são os problemas e de que maneira eu posso contribuir. Mas é muito cedo para tudo, faz três horas que eu fui indicado, não tenho a menor ideia de nada.

- Por que o sr. acha que seu nome foi escolhido? Sou uma pessoa jovem, pela importância na aprovação do Ficha Limpa como relator, não tenho nenhum problema, tenho ficha limpa, e estou cheio de vontade de ajudar. Fazer com que o Brasil deixe esse modelo Lula e parta para um diferente.

- O projeto Ficha Limpa foi abrandado pelo Congresso. Infelizmente a base do governo Lula era contra o projeto e tentou atrapalhar de todas as formas. O texto foi um grande avanço para o Brasil, foi o possível.

- Sabe qual é a principal proposta de Serra? O Serra tem várias propostas fundamentais para essa campanha, uma que eu acho importante é a questão de aproximar o político do eleitor e isso o Ficha Limpa fez muito bem e a gente pretende agora avançar.

Fonte: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-07-01_2010-07-31.html#2010_07-01_00_41_47-10045644-0