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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Pessoas
Algumas pessoas tem a capacidade de construir, de sonhar, de estimular positivamente, outras, de destruir, de criar conflitos, pesadelos, de simplesmente destruir...
Fim do Radio corredor NCE
Em breve estaremos encerrando o Blog não por falta de assunto, de ideias, mas pela proximidade do fim de seu objeto principal, O NCE
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Regimento Interno INCE
Já se vão dois anos desde que o regimento interno do INCE foi apresentado, mas afinal por onde anda ele, estava no Consuni, e de acordo com informações oficiais, tinha sido apresentado e aprovado, mas porque até agora esta aprovação não foi oficializada no NCE e na Universidade, qual o problema, onde ele está, será que está perdido pela burocracia interna, foi sequestrado pela FARC, ou será que nunca existiu ?????
Valores do PV
A ECOLOGIA: A preservação do meio ambiente, o ecodesenvolvimento (ou desenvolvimento sustentável), a reciclagem e a recuperação ambiental permanente.
A CIDADANIA: O respeito aos direitos humanos, o pluralismo, a transparência, o pleno acesso à informação e a mobilização pela transformação pacífica da sociedade.
A DEMOCRACIA: O exercício da democracia representativa, através do processo eleitoral e da existência de um poder público eficiente e profissionalizado, combinado com mecanismos participativos e de democracia direta, sobretudo em âmbito local, através de formas de organização da sociedade civil e conselhos paritários com o poder público.
A JUSTIÇA SOCIAL: Condições mínimas de sobrevivência com dignidade para todas as pessoas. Direitos e oportunidades iguais para todos. O poder público como regulador do mercado protegendo os mais fracos e necessitados, garantindo o acesso à terra e promovendo a redistribuição da renda através de mecanismos tributários e investimento público.
A LIBERDADE: A liberdade de expressão política, criação artística, expressão cultural e informação; o direito à privacidade; o livre arbítrio em relação ao próprio corpo; a autonomia e a iniciativa privada, no âmbito econômico.
O PODER LOCAL: O fortalecimento cada vez maior do poder local, das competências municipais e das formas de organização e participação da comunidade. Para transformar globalmente é preciso agir localmente.
A ESPIRITUALIDADE: A transformação interior das pessoas para a melhoria do planeta. Reconhecimento da pluralidade de caminhos na busca da transcendência através de práticas espirituais e de meditação ao livre arbítrio de cada um.
O PACIFISMO: O desarmamento planetário e local, a busca da paz e o compromisso com a não violência e a defesa da vida.
O MULTICULTURALISMO: A diversidade, a troca e a integração cultural, étnica e social para uma sociedade democrática e existencialmente rica. Preservação do Patrimônio Cultural. Contra todas as formas de preconceito e discriminação racial, cultural, etária ou de orientação sexual.
O INTERNACIONALISMO: A solidariedade planetária e a fraternidade internacionalista diante das tendências destrutivas do chauvinismo, etnocentrismo, xenofobia, integrismo religioso, racismo e do neofascismo a serem enfrentados em escala planetária, assim como as agressões ambientais de efeito global.
A CIDADANIA FEMININA: A questão masculino/feminino deve ser entendida de forma democrática, avançando no sentido de se conceber uma profunda interação entre os dois pólos, nos diversos setores da sociedade, visando a uma real adequação às necessidades circunstanciais. Homem e mulher devem buscar, como integrantes do sistema social, mudanças e transformações internas que venham a se traduzir numa prática de caráter fundamentalmente cooperativo. Maior poder, maior participação e maior afirmação da mulher e dos valores e sensibilidade feminina, além do combate a todas as formas de discriminação machista ou sexista, por uma comunidade mais harmônica e pacífica.
O SABER: O investimento no conhecimento como única forma de sair da indigência, do subdesenvolvimento e da marginalização para uma sociedade mais informada e preparada para o novo século. Erradicação do analfabetismo, educação permanente e a reciclagem de conhecimentos durante toda a vida. Prioridade ao ensino básico, garantia de escola pública, gratuita e de qualidade para todos.
fonte:http://www.pvrs.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=51&Itemid=41
A CIDADANIA: O respeito aos direitos humanos, o pluralismo, a transparência, o pleno acesso à informação e a mobilização pela transformação pacífica da sociedade.
A DEMOCRACIA: O exercício da democracia representativa, através do processo eleitoral e da existência de um poder público eficiente e profissionalizado, combinado com mecanismos participativos e de democracia direta, sobretudo em âmbito local, através de formas de organização da sociedade civil e conselhos paritários com o poder público.
A JUSTIÇA SOCIAL: Condições mínimas de sobrevivência com dignidade para todas as pessoas. Direitos e oportunidades iguais para todos. O poder público como regulador do mercado protegendo os mais fracos e necessitados, garantindo o acesso à terra e promovendo a redistribuição da renda através de mecanismos tributários e investimento público.
A LIBERDADE: A liberdade de expressão política, criação artística, expressão cultural e informação; o direito à privacidade; o livre arbítrio em relação ao próprio corpo; a autonomia e a iniciativa privada, no âmbito econômico.
O PODER LOCAL: O fortalecimento cada vez maior do poder local, das competências municipais e das formas de organização e participação da comunidade. Para transformar globalmente é preciso agir localmente.
A ESPIRITUALIDADE: A transformação interior das pessoas para a melhoria do planeta. Reconhecimento da pluralidade de caminhos na busca da transcendência através de práticas espirituais e de meditação ao livre arbítrio de cada um.
O PACIFISMO: O desarmamento planetário e local, a busca da paz e o compromisso com a não violência e a defesa da vida.
O MULTICULTURALISMO: A diversidade, a troca e a integração cultural, étnica e social para uma sociedade democrática e existencialmente rica. Preservação do Patrimônio Cultural. Contra todas as formas de preconceito e discriminação racial, cultural, etária ou de orientação sexual.
O INTERNACIONALISMO: A solidariedade planetária e a fraternidade internacionalista diante das tendências destrutivas do chauvinismo, etnocentrismo, xenofobia, integrismo religioso, racismo e do neofascismo a serem enfrentados em escala planetária, assim como as agressões ambientais de efeito global.
A CIDADANIA FEMININA: A questão masculino/feminino deve ser entendida de forma democrática, avançando no sentido de se conceber uma profunda interação entre os dois pólos, nos diversos setores da sociedade, visando a uma real adequação às necessidades circunstanciais. Homem e mulher devem buscar, como integrantes do sistema social, mudanças e transformações internas que venham a se traduzir numa prática de caráter fundamentalmente cooperativo. Maior poder, maior participação e maior afirmação da mulher e dos valores e sensibilidade feminina, além do combate a todas as formas de discriminação machista ou sexista, por uma comunidade mais harmônica e pacífica.
O SABER: O investimento no conhecimento como única forma de sair da indigência, do subdesenvolvimento e da marginalização para uma sociedade mais informada e preparada para o novo século. Erradicação do analfabetismo, educação permanente e a reciclagem de conhecimentos durante toda a vida. Prioridade ao ensino básico, garantia de escola pública, gratuita e de qualidade para todos.
fonte:http://www.pvrs.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=51&Itemid=41
A historia do PV
PV no Brasil - Histórico
O Partido Verde surgiu no Brasil, em 1986, na cidade do Rio de Janeiro. A idéia partiu de um grupo de ecologistas, artistas, intelectuais e ativistas, principalmente do movimento antinuclear. Boa parte dos membros que ajudaram a dar origem ao Partido Verde no Brasil passou pelo exílio durante o regime militar. E, nesta época, mantiveram contato com os movimentos ecologistas e alternativos da Europa. O retorno dos exilados deu um forte impulso ao movimento, mas não conduziu de imediato à organização de um Partido político Verde. Erroneamente, pensava-se que a política Verde poderia ser executada dentro dos partidos de esquerda, tão somente.
Com o fim do regime militar, em 1985, surgiu um novo ambiente político que acabou por estimular a organização política dos Verdes. Dentro dos movimentos ecologistas da época, o debate em dar forma ou não a um Partido Verde foi longo e áspero.
No começo de 1986, um grupo composto por escritores, jornalistas, ecologistas, artistas e também por ex-exilados políticos começou a dar forma ao PV. As circunstâncias políticas da época eram muito positivas, levadas por influência das idéias ecologistas e alternativas que vinham da Europa, especialmente dos Verdes da Alemanha Ocidental.
Em 1986
Embora legalizado, o Partido Verde não participou das eleições de novembro de 1986. Apesar disso, no Rio de Janeiro, em uma aliança informal com o PT, o PV disputou as eleições para governador do Estado. Foi uma campanha maciça e entusiástica porque, pela primeira vez no Brasil, nas tevês e nas ruas, foi visto manifestações por uma política ecológica, alternativa, feminista, anti-racista, defensora dos direitos gays, pela reforma da legislação sobre drogas, entre outras atitudes não conservadoras, que sempre foram as bandeiras dos movimentos verdes em todo o planeta.
A reação foi dura e a candidatura Verde recebeu oposição forte através da mídia conservadora, especialmente na questão da descriminalização da maconha. A campanha teve seus momentos espetaculares, como por exemplo, o contingente de 100 mil pessoas no memorável abraço ecológico à Lagoa Rodrigo de Freitas.
Naquela eleição, o candidato do PV obteve 7,8% dos votos e ficou em terceiro lugar. Os verdes elegeram também seu primeiro deputado estadual (RJ).
Em 1987
Após as eleições de 1986, o Partido Verde expandiu para outras regiões. Em 1987, foi organizado em São Paulo e Minas Gerais e deu seus primeiros passos para o norte e nordeste. Foi naquela época também que tiveram de enfrentar problemas de ordem interna. Os verdes funcionavam bem como um movimento, fazendo ações diretas, criando fatos de impacto, etc. Mas quando veio a necessidade de montar as estruturas estáveis, formais e regulares, necessárias para organização do partido, a situação ficou difícil.
Em 1988
Um dos maiores problemas foi legalizar o PV, dado ao fato das dificuldades impostas pela legislação eleitoral vigente. No começo de 1988 o partido obteve seu registro legal provisório e participou das eleições municipais. Nestas eleições, Os Verdes elegeram 20 vereadores, distribuídos entre os estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Paraíba.
Foi em 1988 que o partido expandiu para outras regiões do país, especialmente na região da Amazônia, onde os Verdes tinham como aliado o líder dos seringueiros, Chico Mendes. Ele sempre esteve muito próximo do PV, que vivenciou seu esforço incondicional. Chico Mendes participou, como observador, em diversas reuniões e convenções e discutia a possibilidade de filiar-se ao PV e disputar uma vaga para deputado no estado no Acre na eleição de 1990. Foi morto em 1988. O crime tomou a atenção de todo o planeta. Internamente, inflamou uma polêmica feroz que confrontava os ecologistas e os resquícios da ditadura militar, que ainda se mantinham vivos, na administração do então presidente da republica.
Em 1989
Em 1989 os brasileiros votaram para presidente pela primeira vez, desde 1960. O PV enfrentou um período extremamente difícil de discussões, de esforços e de confrontos internos sobre o que fazer. A princípio se desenhou uma campanha que teria Lula (PT) para Presidente e o vice do PV. Por pressões internas, o PT se contrapôs à candidatura a vice indicada pelos Verdes. Nesta situação, a posição interna dentro do PV mudou e a idéia de um candidato Verde para presidente ganhou força. O Verde escolhido foi Herbert Daniel, ativista dos direitos civis, substituído posteriormente, por motivos de saúde.
Com apenas 15 segundos de tempo na tevê, sem nenhuma estrutura financeira, a campanha presidencial Verde teve pouco impacto e eficácia perante o eleitorado, mesmo porque, a maioria habitual dos eleitores Verdes, decidiu pelo voto útil, beneficiando outros candidatos como Lula, Leonel Brizola e Mário Covas, que tentavam assegurar presença no segundo turno contra o então candidato, Fernando Collor. Os Verdes obtiveram neste pleito, menos do que 1% dos votos. No segundo turno apoiaram a campanha da esquerda (PT), derrotada por uma margem estreita de votos.
Em 1990
As perspectivas para as eleições de 1990 eram promissoras. Os Verdes esperavam eleger pelo menos cinco deputados federais e dez deputados estaduais. Alguns artistas filiaram-se ao PV. Mas em maio 1990 Os Verdes sofreram um brutal e fatídico golpe, provindo da Justiça eleitoral, que recusou conceder o registro provisório ao partido. Diversos outros partidos tinham obtido este tipo de renovação antes, mas os juízes decidiram de outra maneira e os Verdes foram proibidos de existir, legalmente.
Este episódio, decisivamente, impediu o crescimento dos Verdes, como era esperado. Ainda em 1990, impedido mais uma vez de usar sua própria legenda, o PV carioca filiou um de seus ativistas ao PDT e conseguiu, pela primeira vez, eleger um deputado federal (33 mil votos).
Em 1992
Durante a conferência de UNCED RIO-92 o PV brasileiro promoveu a primeira reunião planetária dos Verdes. Foi a primeira vez que os Verdes de todo o planeta se encontraram para trocar experiências.
Nas eleições municipais de outubro de 92, os Verdes elegeram 54 vereadores em todo o país e três prefeitos em pequenas cidades do Estado de São Paulo. Após as eleições, alguns membros do PV foram convidados para dirigir secretarias de meio ambiente em vários municípios, inclusive em algumas capitais de estado como, Rio de Janeiro, Salvador e Natal.
Em 1993
Em 30 de setembro de 1993, o Partido Verde obteve seu registro definitivo junto à Justiça Eleitoral Brasileira.
Em 1994
Nas eleições presidenciais de 1994, o PV apoiou o candidato derrotado (PT). Elegeu um deputado no Parlamento(PV-RJ). Também elegeu três deputados estaduais; um em Minas, um na Paraíba e um em São Paulo.
Em 1996
Nas eleições municipais de outubro de 1996, o PV elegeu 13 prefeitos em pequenas cidades dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais; 189 vereadores distribuídos em 15 estados da federação. Em dois municípios de São Paulo, os prefeitos Verdes fizeram seus sucessores.
A maior cidade com uma administração Verde, até então, passara a ser Rio Claro, no Estado de São Paulo, com uma população de 160 mil habitantes, e posteriormente, Guarulhos (1998), também no Estado de São Paulo, com uma população 1,1 milhão de habitantes (o vice-prefeito (PV) assumiu o cargo deixado pelo prefeito em exercício).
Em 1997
Os Verdes definitivamente cresceram em representatividade com a filiação do ex-prefeito de Vitória e então governador do Estado do Espirito Santo, que deixou o PT em agosto e em setembro do mesmo ano, filiado ao PV, passou a ser o primeiro Governador Verde do Brasil.
A situação política nacional dava com folga uma vitória fácil para a reeleição do presidente em exercício. A terceira tentativa do candidato do PT, no sentido de conduzir uma aliança das esquerdas foi duramente criticada e acusada de ser mais um manobra para manter a hegemonia do seu partido (PT), do que para ganhar realmente as eleições.
Depois que as negociações políticas de alianças com os partidos se esgotaram, mais uma vez, os Verdes decidiram apresentar candidatura própria à Presidência da Republica. Desenvolveu-se uma campanha pequena, de três meses, sem financiamento, que serviu mais para ajudar a promover o programa e as agendas do PV.
Em uma eleição, novamente com muita pressão pelo voto útil, dividiu-se os votos entre o atual presidente e os dois candidatos da oposição. O candidato Verde chegou em sexto lugar, entre doze candidatos, com 213 mil votos. A contagem presidencial precedente dos Verdes tinha sido 125 mil votos, em 89. Nesta eleição, os Verdes também disputaram os cargos para governador e senador em cinco estados da federação. Em 23 estados, disputaram vagas para os parlamentos estaduais e federal. O PV RJ reelegeu seu deputado federal. Mas nos outros estados, embora alguns outros candidatos tivessem tido bom desempenho, não foi o bastante para elegê-los. Quatro deputados Verdes foram eleitos para os parlamentos estaduais; no Rio, São Paulo, Bahía e Paraíba.
Em 2000
O Partido Verde teve um crescimento substancial de votos nas eleições municipais de 2000, aproximadamente 1,8 milhões, na somatória entre os votos de legenda, para prefeito e vereadores. Em números de votos válidos, os Verdes ficaram com a 13º colocação, entre os 30 partidos existentes. Mas, ainda continuaram discretos nos números de prefeituras e vereadores. Elegeram novamente 13 prefeitos e elevaram suas cadeiras nos parlamentos municipais para 315 vereadores. Assumiram por 120 dias uma cadeira no Senado através do suplente (PV-AC),
Em 2002
O Partido Verde teve um crescimento substancial nas eleições de 2002, foram eleitos 5 Deputados para a Cãmara Federal: 2 por São Paulo, 1 pelo Rio de Janerio, 1 pela Bahia e 1 por Mina Gerais.
fonte:http://www.pvrs.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=50&Itemid=37
O Partido Verde surgiu no Brasil, em 1986, na cidade do Rio de Janeiro. A idéia partiu de um grupo de ecologistas, artistas, intelectuais e ativistas, principalmente do movimento antinuclear. Boa parte dos membros que ajudaram a dar origem ao Partido Verde no Brasil passou pelo exílio durante o regime militar. E, nesta época, mantiveram contato com os movimentos ecologistas e alternativos da Europa. O retorno dos exilados deu um forte impulso ao movimento, mas não conduziu de imediato à organização de um Partido político Verde. Erroneamente, pensava-se que a política Verde poderia ser executada dentro dos partidos de esquerda, tão somente.
Com o fim do regime militar, em 1985, surgiu um novo ambiente político que acabou por estimular a organização política dos Verdes. Dentro dos movimentos ecologistas da época, o debate em dar forma ou não a um Partido Verde foi longo e áspero.
No começo de 1986, um grupo composto por escritores, jornalistas, ecologistas, artistas e também por ex-exilados políticos começou a dar forma ao PV. As circunstâncias políticas da época eram muito positivas, levadas por influência das idéias ecologistas e alternativas que vinham da Europa, especialmente dos Verdes da Alemanha Ocidental.
Em 1986
Embora legalizado, o Partido Verde não participou das eleições de novembro de 1986. Apesar disso, no Rio de Janeiro, em uma aliança informal com o PT, o PV disputou as eleições para governador do Estado. Foi uma campanha maciça e entusiástica porque, pela primeira vez no Brasil, nas tevês e nas ruas, foi visto manifestações por uma política ecológica, alternativa, feminista, anti-racista, defensora dos direitos gays, pela reforma da legislação sobre drogas, entre outras atitudes não conservadoras, que sempre foram as bandeiras dos movimentos verdes em todo o planeta.
A reação foi dura e a candidatura Verde recebeu oposição forte através da mídia conservadora, especialmente na questão da descriminalização da maconha. A campanha teve seus momentos espetaculares, como por exemplo, o contingente de 100 mil pessoas no memorável abraço ecológico à Lagoa Rodrigo de Freitas.
Naquela eleição, o candidato do PV obteve 7,8% dos votos e ficou em terceiro lugar. Os verdes elegeram também seu primeiro deputado estadual (RJ).
Em 1987
Após as eleições de 1986, o Partido Verde expandiu para outras regiões. Em 1987, foi organizado em São Paulo e Minas Gerais e deu seus primeiros passos para o norte e nordeste. Foi naquela época também que tiveram de enfrentar problemas de ordem interna. Os verdes funcionavam bem como um movimento, fazendo ações diretas, criando fatos de impacto, etc. Mas quando veio a necessidade de montar as estruturas estáveis, formais e regulares, necessárias para organização do partido, a situação ficou difícil.
Em 1988
Um dos maiores problemas foi legalizar o PV, dado ao fato das dificuldades impostas pela legislação eleitoral vigente. No começo de 1988 o partido obteve seu registro legal provisório e participou das eleições municipais. Nestas eleições, Os Verdes elegeram 20 vereadores, distribuídos entre os estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Paraíba.
Foi em 1988 que o partido expandiu para outras regiões do país, especialmente na região da Amazônia, onde os Verdes tinham como aliado o líder dos seringueiros, Chico Mendes. Ele sempre esteve muito próximo do PV, que vivenciou seu esforço incondicional. Chico Mendes participou, como observador, em diversas reuniões e convenções e discutia a possibilidade de filiar-se ao PV e disputar uma vaga para deputado no estado no Acre na eleição de 1990. Foi morto em 1988. O crime tomou a atenção de todo o planeta. Internamente, inflamou uma polêmica feroz que confrontava os ecologistas e os resquícios da ditadura militar, que ainda se mantinham vivos, na administração do então presidente da republica.
Em 1989
Em 1989 os brasileiros votaram para presidente pela primeira vez, desde 1960. O PV enfrentou um período extremamente difícil de discussões, de esforços e de confrontos internos sobre o que fazer. A princípio se desenhou uma campanha que teria Lula (PT) para Presidente e o vice do PV. Por pressões internas, o PT se contrapôs à candidatura a vice indicada pelos Verdes. Nesta situação, a posição interna dentro do PV mudou e a idéia de um candidato Verde para presidente ganhou força. O Verde escolhido foi Herbert Daniel, ativista dos direitos civis, substituído posteriormente, por motivos de saúde.
Com apenas 15 segundos de tempo na tevê, sem nenhuma estrutura financeira, a campanha presidencial Verde teve pouco impacto e eficácia perante o eleitorado, mesmo porque, a maioria habitual dos eleitores Verdes, decidiu pelo voto útil, beneficiando outros candidatos como Lula, Leonel Brizola e Mário Covas, que tentavam assegurar presença no segundo turno contra o então candidato, Fernando Collor. Os Verdes obtiveram neste pleito, menos do que 1% dos votos. No segundo turno apoiaram a campanha da esquerda (PT), derrotada por uma margem estreita de votos.
Em 1990
As perspectivas para as eleições de 1990 eram promissoras. Os Verdes esperavam eleger pelo menos cinco deputados federais e dez deputados estaduais. Alguns artistas filiaram-se ao PV. Mas em maio 1990 Os Verdes sofreram um brutal e fatídico golpe, provindo da Justiça eleitoral, que recusou conceder o registro provisório ao partido. Diversos outros partidos tinham obtido este tipo de renovação antes, mas os juízes decidiram de outra maneira e os Verdes foram proibidos de existir, legalmente.
Este episódio, decisivamente, impediu o crescimento dos Verdes, como era esperado. Ainda em 1990, impedido mais uma vez de usar sua própria legenda, o PV carioca filiou um de seus ativistas ao PDT e conseguiu, pela primeira vez, eleger um deputado federal (33 mil votos).
Em 1992
Durante a conferência de UNCED RIO-92 o PV brasileiro promoveu a primeira reunião planetária dos Verdes. Foi a primeira vez que os Verdes de todo o planeta se encontraram para trocar experiências.
Nas eleições municipais de outubro de 92, os Verdes elegeram 54 vereadores em todo o país e três prefeitos em pequenas cidades do Estado de São Paulo. Após as eleições, alguns membros do PV foram convidados para dirigir secretarias de meio ambiente em vários municípios, inclusive em algumas capitais de estado como, Rio de Janeiro, Salvador e Natal.
Em 1993
Em 30 de setembro de 1993, o Partido Verde obteve seu registro definitivo junto à Justiça Eleitoral Brasileira.
Em 1994
Nas eleições presidenciais de 1994, o PV apoiou o candidato derrotado (PT). Elegeu um deputado no Parlamento(PV-RJ). Também elegeu três deputados estaduais; um em Minas, um na Paraíba e um em São Paulo.
Em 1996
Nas eleições municipais de outubro de 1996, o PV elegeu 13 prefeitos em pequenas cidades dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais; 189 vereadores distribuídos em 15 estados da federação. Em dois municípios de São Paulo, os prefeitos Verdes fizeram seus sucessores.
A maior cidade com uma administração Verde, até então, passara a ser Rio Claro, no Estado de São Paulo, com uma população de 160 mil habitantes, e posteriormente, Guarulhos (1998), também no Estado de São Paulo, com uma população 1,1 milhão de habitantes (o vice-prefeito (PV) assumiu o cargo deixado pelo prefeito em exercício).
Em 1997
Os Verdes definitivamente cresceram em representatividade com a filiação do ex-prefeito de Vitória e então governador do Estado do Espirito Santo, que deixou o PT em agosto e em setembro do mesmo ano, filiado ao PV, passou a ser o primeiro Governador Verde do Brasil.
A situação política nacional dava com folga uma vitória fácil para a reeleição do presidente em exercício. A terceira tentativa do candidato do PT, no sentido de conduzir uma aliança das esquerdas foi duramente criticada e acusada de ser mais um manobra para manter a hegemonia do seu partido (PT), do que para ganhar realmente as eleições.
Depois que as negociações políticas de alianças com os partidos se esgotaram, mais uma vez, os Verdes decidiram apresentar candidatura própria à Presidência da Republica. Desenvolveu-se uma campanha pequena, de três meses, sem financiamento, que serviu mais para ajudar a promover o programa e as agendas do PV.
Em uma eleição, novamente com muita pressão pelo voto útil, dividiu-se os votos entre o atual presidente e os dois candidatos da oposição. O candidato Verde chegou em sexto lugar, entre doze candidatos, com 213 mil votos. A contagem presidencial precedente dos Verdes tinha sido 125 mil votos, em 89. Nesta eleição, os Verdes também disputaram os cargos para governador e senador em cinco estados da federação. Em 23 estados, disputaram vagas para os parlamentos estaduais e federal. O PV RJ reelegeu seu deputado federal. Mas nos outros estados, embora alguns outros candidatos tivessem tido bom desempenho, não foi o bastante para elegê-los. Quatro deputados Verdes foram eleitos para os parlamentos estaduais; no Rio, São Paulo, Bahía e Paraíba.
Em 2000
O Partido Verde teve um crescimento substancial de votos nas eleições municipais de 2000, aproximadamente 1,8 milhões, na somatória entre os votos de legenda, para prefeito e vereadores. Em números de votos válidos, os Verdes ficaram com a 13º colocação, entre os 30 partidos existentes. Mas, ainda continuaram discretos nos números de prefeituras e vereadores. Elegeram novamente 13 prefeitos e elevaram suas cadeiras nos parlamentos municipais para 315 vereadores. Assumiram por 120 dias uma cadeira no Senado através do suplente (PV-AC),
Em 2002
O Partido Verde teve um crescimento substancial nas eleições de 2002, foram eleitos 5 Deputados para a Cãmara Federal: 2 por São Paulo, 1 pelo Rio de Janerio, 1 pela Bahia e 1 por Mina Gerais.
fonte:http://www.pvrs.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=50&Itemid=37
Seja um cínico
A palavra cinismo tem a sua origem no grego kunikos , que significa "que diz respeito ao cão".
Cinismo foi uma escola da filosofia grega, saída dos ensinamentos de Sócrates, assim denominada por expressar simbolicamente a atitude mordaz e o género de vida anti-convencional que os caracterizava e também a partir do ginásio Cinosargo, local do ensino, que era o mausoléu do "cão". Como tal, designava-se os adeptos do movimento por cínicos: cães. Antístenes foi o fundador deste Cinosargo, onde também ensinava Diógenes de Sinope, que era o seu representante mais célebre. Diógenes, discípulo de Antístenes, criou o verdadeiro modelo cínico, pelo modo como assumiu este ideal de vida, caracterizado pela sua simplicidade, pelo seu não conformismo e pela sua impertinência.
Antístenes também se chamava a si próprio cão, ilustrando assim o desprezo pelas convenções e pela lei que caracteriza o cinismo, o qual exalta um regresso à Natureza.
Os cínicos são, então, membros de um movimento filosófico cuja doutrina se caracteriza por um anticonformismo social, político e religioso, bem como por um ideal de vida fundado no autodomínio conseguido mediante a libertação das necessidades supérfluas.
Os cínicos inflectiram o sentido da ironia socrática para o escárnio. O desprezo pelas convenções sociais exibido pelos cínicos gregos, assim como a interpretação da ironia socrática, está sem dúvida na origem da palavra até ao seu sentido actual. Posteriormente, o termo adquire um sentido pejorativo pela contradição verificada, por vezes, entre o ideal ascético divulgado e o hedonismo vivido.
A verdadeira felicidade do Homem, que os cínicos ensinavam, baseava-se na vida recta e inteligente e isto constituía, também para eles, o conceito de vida virtuosa.
Para os cínicos, esta vida recta e virtuosa consiste numa conduta o mais independente possível de todos os acontecimentos e factores exteriores ao Homem. Esta independência pode ser realizada através do domínio da inteligência sobre os desejos e necessidades de cada um. Os cínicos tentaram libertar o Homem da servidão dos costumes, convenções e instituições humanas pela redução dos desejos e apetites do Homem apenas aos indispensáveis à vida e pela renúncia àqueles que são impostos pela civilização.
referencia : cinismo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-10-04].
Disponível na www:.
Cinismo foi uma escola da filosofia grega, saída dos ensinamentos de Sócrates, assim denominada por expressar simbolicamente a atitude mordaz e o género de vida anti-convencional que os caracterizava e também a partir do ginásio Cinosargo, local do ensino, que era o mausoléu do "cão". Como tal, designava-se os adeptos do movimento por cínicos: cães. Antístenes foi o fundador deste Cinosargo, onde também ensinava Diógenes de Sinope, que era o seu representante mais célebre. Diógenes, discípulo de Antístenes, criou o verdadeiro modelo cínico, pelo modo como assumiu este ideal de vida, caracterizado pela sua simplicidade, pelo seu não conformismo e pela sua impertinência.
Antístenes também se chamava a si próprio cão, ilustrando assim o desprezo pelas convenções e pela lei que caracteriza o cinismo, o qual exalta um regresso à Natureza.
Os cínicos são, então, membros de um movimento filosófico cuja doutrina se caracteriza por um anticonformismo social, político e religioso, bem como por um ideal de vida fundado no autodomínio conseguido mediante a libertação das necessidades supérfluas.
Os cínicos inflectiram o sentido da ironia socrática para o escárnio. O desprezo pelas convenções sociais exibido pelos cínicos gregos, assim como a interpretação da ironia socrática, está sem dúvida na origem da palavra até ao seu sentido actual. Posteriormente, o termo adquire um sentido pejorativo pela contradição verificada, por vezes, entre o ideal ascético divulgado e o hedonismo vivido.
A verdadeira felicidade do Homem, que os cínicos ensinavam, baseava-se na vida recta e inteligente e isto constituía, também para eles, o conceito de vida virtuosa.
Para os cínicos, esta vida recta e virtuosa consiste numa conduta o mais independente possível de todos os acontecimentos e factores exteriores ao Homem. Esta independência pode ser realizada através do domínio da inteligência sobre os desejos e necessidades de cada um. Os cínicos tentaram libertar o Homem da servidão dos costumes, convenções e instituições humanas pela redução dos desejos e apetites do Homem apenas aos indispensáveis à vida e pela renúncia àqueles que são impostos pela civilização.
referencia : cinismo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-10-04].
Disponível na www:
domingo, 3 de outubro de 2010
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