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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Manuel Castells: “O poder tem medo da internet"

Segundo o Social Sciences Citation Index o sociólogo espanhol Manuel Castells foi o quarto cientista social mais citado no mundo no período 2000-2006 e o mais citado acadêmico da área de comunicação, no mesmo período.

Poucos pensadores em todo o mundo estudaram a sociedade da informação com tanta profundidade quanto Castells. A sua trilogia A era da informação já foi traduzida para 23 línguas, e já se transformou numa obra de leitura obrigatória nas faculdades de comunicação social em todo o mundo.

Ano passado (Janeiro de 2008), Castells concedeu uma entrevista à jornalista Milagros Pérez Oliva, do periódico espanhol El País, onde ele fala sobre uma das pesquisas mais recentes desenvolvidas por ele. O Projeto Internet Cataluña, em que durante seis anos analisou, com 15 mil entrevistas pessoais e 40 mil pela internet, as mudanças que a Internet introduz na cultura e na organização social.


Na entrevista que se segue ele sustenta, com sua genialidade costumeira, que o poder tem medo da internet e mostra ainda como as novas tecnologias da web social distanciam cada vez mais a política da cidadania.

Eis a entrevista.

El País - Esta pesquisa mostra que a Internet não favorece o isolamento, como muitos acreditam, mas que as pessoas que mais usam o chat são as mais sociais.

Castells – Sim. Para nós não é nenhuma surpresa. A surpresa é que esse resultado tenho sido uma surpresa. Há pelo menos 15 estudos importantes no mundo que dão esse mesmo resultado.




El País – Por que acredita que a idéia contrária se estendeu com tanto sucesso?

Castells - Os meios de comunicação tem muito a ver. Todos sabermos que as más notícias são mais notícia. Você utiliza a Internet e seus filhos, também. Mas é mais interessante acreditar que ela está cheia de terroristas, de pornografia… Pensar que é um fator de alienação é mais interessante do que dizer: A Internet é a extensão da sua vida. Se você é sociável, será mais sociável; se não é, a Internet lhe ajudará um pouquinho, mas não muito. Os meios são um certo modo de expressão do que pensa a sociedade: a questão é por que a sociedade pensa isso.

El País - Porque tem medo do novo?

Castells - Exatamente. Mas medo de quem? A velha sociedade tem medo da nova, os pais dos seus filhos, as pessoas que têm o poder ancorado num mundo tecnológico, social e culturalmente antigo do poder que lhes abalroa, que não entendem nem controlam e que percebem como um perigo. E no fundo é mesmo um perigo. Porque a Internete é um instrumento de liberdade e de autonomia, quando o poder sempre foi baseado no controle das pessoas por meio do controle da informação e da comunicação. Mas isto acaba. Porque a Internet não pode ser controlada.

El País - Vivemos numa sociedade onde a gestão da visibilidade na esfera pública midiática, como a define John J. Thompson, se converteu na principal preocupação de qualquer instituição, empresa ou organismo. Mas o controle da imagem pública requer meios que sejam controláveis, e se a Internet não é …

Castells – Não é, e isso explica porque os poderes tem medo da Internet. Estive em várias comissões de assessoria de governos e instituições internacionais nos últimos 15 anos, e a primeira pergunta que os governos sempre fazem é: como podemos controlar a Internet? A resposta é sempre a mesma: não se pode. Pode se vigiar, mas não controlar.

El País - Se a Internet é tão determinante da vida social e econômica, seu acesso pode ser o principal fator de exclusão?

Castells - Não. O mais importante segue sendo o acesso ao trabalho e à carreira profissional e, ainda anteriormente, ao nível educativo, porque sem educação, a tecnologia não serve para nada. Na Espanha, a chamada exclusão digital é por questão de idade. Os dados estão muito claros: entre os maiores de 55 anos, somente 9% são usuários da Internete, mas entre os menores de 25 anos, são 90%.

El País - É, portanto, uma questão de tempo?

Castells - Quando minha geração desaparecer, não haverá mais esta exclusão digital no que diz respeito ao acesso. Mas na sociedade da Internet, o complicado não é saber navegar, mas saber onde ir, onde buscar o que se quer encontrar e o que fazer com o que se encontra. Isso requer educação. Na realidade, a Internet amplifica a velha exclusão social da história, que é o nível de educação. O fato de que 555 dos adultos não tenha completado, na Espanha, a educação secundária, essa é a verdadeira exclusão digital.

El País - Nesta sociedade que tende a ser tão líquida, na expressão de Zygmunt Bauman, em que tudo muda constantemente e que é cada vez mais globalizada, aumenta a sensação de insegurança, de que o mundo se move debaixo dos nossos pés?

Castells – Há uma nova sociedade que eu busquei definir teoricamente com o conceito de sociedade-rede e que não está distante da que define Bauman. Eu creio que, mais que líquida, é uma sociedade em que tudo está articulado de forma transversal e onde menos controle das instituições tradicionais.

El País – Em que sentido?

Castells – Estende-se a idéia de que as instituições centrais da sociedade, o Estado e a família tradicional, já não funcionam. Então, o chão se move sob os nossos pés. Primeiro, as pessoas pensam que seus governos não as representam e que não são confiáveis. Começamos mal. Segundo, elas pensam que o mercado é bom para os que ganham e mau para os que perdem. Como a maioria perde, há uma desconfiança para o que a lógica pura e dura do mercado pode proporcionar às pessoas. Terceiro, estamos globalizados; isso significa que nosso dinheiro está no fluxo global que não controlamos, que a população está submetida ás pressões migratórias muito fortes, de modo que cada vez mais é difícil encerrar as pessoas numa cultura ou nas fronteiras nacionais.

El País - Qual é o papel da Inernet neste processo?

Castells - Por um lado, ao nos permitir aceder à toda informação, aumenta a incerteza, mas ao mesmo tempo é um instrumento chave para a autonomia das pessoas, e isto é algo que demonstramos pela primeira vez na nossa pesquisa. Quanto mais autônoma é uma pessoa, mas ela utiliza a Internet. Em nosso trabalho definimos seis dimensões da autonomia e comprovamos que quando uma pessoa tem um forte projeto de autonomia, em qualquer uma dessas dimensões, ela utiliza Internet com muito mais freqüência e intensidade. E o uso da Internet reforça, por sua vez, a sua autonomia. Mas, claro, quanto mais uma pessoa controla a sua vida, menos ela se fia das instituições.

El País – E maior pode ser sua frustração pela distância que há entre as possibilidades teóricas de participação e as que exerce na prática, que se limitam a votar a cada quatro anos?

Castells - Sim, há um descompasso entre a capacidade tecnológica e a cultura política. Muitos municípios colocaram Wi-Fi de acesso, mas se ao mesmo não são capazes de articular um sistema de participação, servem para que as pessoas organizem melhor as suas próprias redes, mas não para participar na vida política. O problema é que o sistema político não está aberto à participação, ao diálogo constante com os cidadãos, à cultura da autonomia e, portanto, estas tecnologias contribuem para distanciar ainda mais a política da cidadania.

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/manuel-castells-%E2%80%9Co-poder-tem-medo-da-internet#more

Radio corredor no mundo - Acesso a informação: O risco para a ilegalidade



Clique em subtitles e selecione portugues brasil para ver a tradução da entrevista

Da série, Eu falei isso???

Em 1958 o jovem Rupert Murdoch, então proprietário e editor de The News de Adelaide, escreveu: “na corrida entre segredo e verdade, parece inevitável que a verdade ganhe sempre”.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Censura - A verdade nua e crua

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Video Chamada celular/web

A Claro traz para o mercado nacional a Vídeo Chamada Web, um conceito que permite ao usuário da operadora e também aos internautas mais interatividade entre os interlocutores, possibilitando comunicar-se e ver o outro em tempo real. Para a empresa, a videochamada pela web é mais um passo para a consolidação da convergência entre celular e Internet.

Após lançar a videochamada para celulares 3G em novembro do ano passado, a empresa agora amplia o serviço e oferece a Vídeo Chamada Web para todos os clientes Claro Conta 3G e Claro Conta GSM, com ou sem telefone compatível, que poderão originar e receber videochamadas por meio da web. A operadora também disponibiliza o serviço para clientes Claro Cartão ou Claro Controle. E possibilitará ainda, que todo usuário de Internet, mesmo não sendo cliente da Claro, possa receber videochamadas também pela web.

Para utilizar a Vídeo Chamada Web, é necessário que o usuário faça um cadastro no serviço acessando o portal Claro Idéias. Ao acessar a página “Claro Vídeos”, deve-se clicar em “Vídeo Chamada 3G”. Após o cadastro, o usuário deve informar o número de seu celular Claro e aceitar o termo de uso. Em seguida, receberá um Torpedo com seu número de usuário e senha para utilização do serviço. Com o login, o cliente pode divulgar a informação aos seus amigos e receber chamadas pela web.

Os não-clientes da operadora devem cadastrar-se no link indicado e, em seguida, receberão um e-mail com o número de usuário, uma senha temporária e um outro link para finalizar o cadastro. Após essas etapas, basta seguir as instruções para iniciar o uso do serviço. Em caso de dúvidas, o usuário encontra um documento completo no site Claro Idéias.

Para fazer uma Vídeo Chamada Web, basta digitar o número de telefone de um cliente Claro pós-pago 3G no campo indicado e clicar no botão de discagem ou também acionando a agenda do serviço para fazer a chamada.

O valor cobrado da videochamada será de R$ 0,60 por minuto. Os pacotes com franquias para videochamada podem ser adquiridos em qualquer plano Claro Conta Estilo ou em Reais, desde que em conjunto com os pacotes de serviços de 10, 40, 100, 500 e 2.000 Mb, com 10, 40, 100, 500 e 2.000 minutos inclusos, respectivamente; ou também por meio dos novos planos 3G: 80, 120, 240, 600 e 900, respectivamente com 10, 20, 40, 100 e 150 minutos de videochamada inclusos.

Para usufruir do serviço, é necessário um computador com webcam acoplada e microfone, além de conexão banda larga à Internet com velocidade igual ou superior a 128 Kbps.






fonte: http://www.oficinadanet.com.br/noticias_web/1324/claro_video_chamada_web

Sob pressão nos EUA, mais uma empresa americana cancela serviço prestado ao Wikileaks

Se fosse na China, venezuela ou Brasil seria censura

Fonte http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/12/03/ataques-nao-vao-nos-parar-diz-fundador-do-wikileaks-apos-site-ser-tirado-do-ar-923175895.asp