Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida,
aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive,
sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio,
de fome, de miséria.
E só têm olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um
amigo, ou o apelo de um irmão.
Pois está sempre apressado para o trabalho e
quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e
se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico é quem não consegue andar na direção
daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois
Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.
A amizade é um amor que nunca morre.
(Extraído do dicionário particular de Mário Quintana)
Tv Radio Corredor
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sexta-feira, 26 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Ada Lovelace's Day homenageia heroína da computação
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 24 de março de 2010 às 16h54
Comunidades, blogs e fóruns celebram nesta quarta-feira (24/3) a primeira programadora da história, que virou linguagem de programação.
Está sendo comemorado em todo o mundo nesta quarta-feira (24/3) o The Ada Lovelace’s Day, difundido por uma comunidade internacional de blogs, pesquisadores, artistas, fóruns de discussão e ativistas. Trata-se de uma celebração para homenagear as mulheres que atuam no campo da ciência e tecnologia.
A comemoração leva o nome da condessa britânica Ada Lovelace, conhecida como a primeira programadora da história da computação, que se tornou nome da linguagem de progamação Ada.
Lovelace, que viveu de 1815 a 1852, ficou famosa por ter escrito um programa que poderia utilizar a máquina analítica do cientista inglês Charles Babbage, reverenciado como o inventor do primeiro computador de uso geral, com funcionamento mecânico.
A britânica conseguiu o feito, segundo a Wikipedia, quando estava envolvida com o projeto de Babbage para invenção do primeiro computador. Durante as pesquisas, ela criou os algoritmos que permitiriam a essa máquina computar os valores de funções matemáticas.
Ada morreu aos 36 anos e somente quase 100 anos depois é que a máquina analítica de Babbage foi redescoberta. Assim o projeto e as notas de Ada entraram para história como o primeiro computador e software, respectivamente. A máquina foi considerada o ponto de partida para os modernos computadores eletrônicos.
Linguagem Ada
Em 1980, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos registrou a linguagem de programação Ada em homenagem a Lovelace pela sua contribuição a computação.
A Ada é uma linguagem orientada a objetos, originada de Pascal. É usada principalmente para desenvolvimento de aplicações de missão crítica. Mais tarde, a Ada se tornou um padrão internacional.
Fonte:http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2010/03/24/ada-lovelaces-day-homenageia-heroina-da-computacao/
quarta-feira, 24 de março de 2010
Afinal, para quem FHC faz campanha ????

Encontro de Fernando Henrique, ocorrido segunda-feira na sua residência, em São Paulo, com o ex-governador do Distrito Federal e candidato a mais um mandato, Joaquim Roriz. Alvo de seis notícias crimes e cinco inquéritos no Superior Tribunal de Justiça, senador que renunciou ao mandato para não ser cassado por corrupção, em 2007, além de alvo recorrente e atual de investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, Roriz foi contemplado por Fernando Henrique com duas horas de conversa em que o ex-governador prometeu apoiar a candidatura presidencial de José Serra garantindo-lhe um palanque no Distrito Federal.
À mestra com carinho

Maria Conceição Tavares
80 anos
Parabéns e felicidades.
Do Valor
À mestra, com carinho
José Luís Fiori
“Eu pessoalmente já fui para a cadeia, sem nem saber porque, dado que sou apenas uma rebelde, pelo que escrevo, pelo que esbravejo. Mas a vocês quero dizer o seguinte: já estou velha e cansada, mas não desisti. Não desisti ! Eu acho que tem que estudar mais, aprofundar, aprofundar a análise, batalhar”*
Maria da Conceição Tavares completa 80 anos no dia 24 de abril de 2010. Matemática, economista, intelectual com vasta formação histórica, filosófica e literária, professora, militante, deputada federal, torcedora fanática do Vasco e admiradora da Portela, Maria da Conceição se transformou nos últimos 50 anos, numa figura pública emblemática e numa referência decisiva na vida cultural e intelectual brasileira. Conceição nasceu num povoado, no interior de Portugal, perto de Anádia, na região de Aveiro. A família de sua mãe era católica e monarquista, mas seu pai era anarquista, e essa divisão familiar, ideológica e política marcou toda a sua infância, vivida em plena ditadura salazarista e durante a Guerra Civil espanhola.
Em 1953, Maria da Conceição se graduou em Matemática, na Universidade de Lisboa e pouco depois se mudou para o Brasil, aos 23 anos de idade, alguns meses antes do suicídio de Getulio Vargas. Em vários depoimentos sobre sua vida, Conceição confessa que se deixou envolver imediatamente pelo “otimismo brasileiro da década de 50″ e pela intelectualidade carioca; apaixonada pelo sonho de Brasília, do Plano de Metas, da Bossa Nova e do Desenvolvimentismo, cantado em verso e prosa nos salões intelectuais do Rio de Janeiro, liderados pela geração de Darcy Ribeiro, Mario Pedrosa e Aníbal Machado. Ao lado dos nacional-desenvolvimentistas do Instituto Superior de Estudos Brasileiros – ISEB, e da geração de cientistas que começava a se reunir em torno da SBPC.
Em 1960, Maria da Conceição Tavares se formou em Economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro onde foi aluna e assistente de Otavio Gouveia de Bulhões, ao mesmo tempo em que trabalhava com Inácio Rangel e com os economistas heterodoxos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). Um pouco depois, já no escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, no Rio de Janeiro, Conceição estabeleceu relações pessoais e intelectuais definitivas com Celso Furtado, Aníbal Pinto, e Raul Prebish. E foi assim, com um pé na ortodoxia neoclássica, o outro na heterodoxia estruturalista e com uma forte formação marxista e keynesiana que ela ingressou no debate econômico latino-americano ao publicar, em 1963, um artigo clássico, sobre o “auge e o declínio do processo de substituição de importações”, onde ela explicava, de forma pioneira, os limites estruturais da estratégia de industrialização que era preconizada – naquele momento – por quase todos os economistas desenvolvimentistas.
A partir daí, e nas décadas seguintes, Conceição participou de quase todas as grandes polêmicas econômicas, do Brasil e do continente: nos anos 60 criticou a “tese estagnacionista” de Celso Furtado, e dos “teóricos da dependência”; nos anos 70, denunciou os limites financeiros do modelo de crescimento adotado pelo governo militar; nos anos 80, participou intensamente da discussão sobre a origem e a natureza da crise econômica e da hiperinflação no Brasil e durante a década de 90 escreveu inúmeros artigos e livros criticando as políticas e reformas neoliberais associadas à ideologia da globalização. Além disso, Maria da Conceição escreveu dois trabalhos de longo fôlego, sobre o “movimento cíclico da economia brasileira”, que se tornaram suas teses de doutoramento, em 1974, na Unicamp, e de livre docência, na UFRJ, em 1977. Nas décadas de 80 e 90, Conceição participou do debate internacional sobre a “crise da hegemonia americana”, inaugurando o campo da economia política internacional, no Brasil. Nesse período, ela foi professora, sucessivamente, da UFRJ, da FGV-RJ, da Cepal, da Universidade do Chile, da Universidade Nacional do México e da Universidade de Campinas, onde teve papel decisivo na formação da sua escola de economia.
Depois do golpe militar de 1964, Maria Conceição viveu no Chile, no México, e na França, antes de voltar ao Rio de Janeiro, e ser presa, em 1974. No Chile, Conceição participou da equipe econômica do governo de Salvador Allende, e depois, já de volta ao Rio, militou na luta pela redemocratização brasileira, dentro do PMDB, onde ajudou a formular o seu primeiro programa de governo, que se chamou de “Mudança e Esperança” e foi escrito em 1982.
Uma década depois, Maria da Conceição Tavares ingressou no Partido dos Trabalhadores, e foi eleita deputada federal, pelo Rio de Janeiro, em 1994. Hoje, olhando em perspectiva, se pode ver com claridade o papel decisivo que as suas ideias tiveram na formação do “pensamento econômico da Unicamp”, que hoje é hegemônico dentro do Segundo Governo Lula; e também, na inflexão tardia e “desenvolvimentista” do PT, partido que se formou no início dos anos 80 sem nenhuma concepção econômica própria e sob forte influência das ideias antiestatistas, antinacionalistas e antigetulistas de quase toda a intelectualidade paulista, liberal e marxista, desde os anos 50.
Somando e subtraindo, Maria da Conceição Tavares, em toda a sua vida, foi sobretudo uma professora e uma humanista que ensinou várias gerações – dentro e fora do Brasil – a pensar o mundo com paixão, mas com absoluto rigor analítico; com coragem, mas com total lucidez; com espírito crítico, mas com grande otimismo histórico; com rebeldia anárquica, mas com um profundo sentido de compromisso com o seu povo e com as angústias do seu tempo. Além disso, em todos os lugares onde esteve, Conceição foi sempre uma mente provocadora e incapaz de acovardar-se ou de negar o seu próprio passado. Poucos professores no mundo, ao chegar aos 80 anos, poderão assistir – como ela – uma eleição da importância da que ocorrerá no Brasil, em 2010, e saber que os dois principais candidatos à presidência da República foram seus alunos e se consideram, até hoje, seus discípulos. Parabéns e obrigado, Maria da Conceição.
* Maria da C. Tavares, Jornal dos Economistas, Corecon RJ, n º181, p: 8 e 11
José Luís Fiori é professor titular do Instituto de Economia da UFRJ e autor do livro “O Poder Global e a Nova Geopolítica das Nações” (Editora Boitempo, 2007). Escreve mensalmente às quartas-feiras.
O Rio na salmoura
Chico Alencar:
O verbo ’salmourar’ tem sentido figurado: moer, maltratar, pisar. É o que foi feito, na Câmara dos Deputados, com os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, e seus municípios, ao se aprovar a “emenda Ibsen”, que redistribui os royalties do petróleo futuro, do pré-sal, e do atual, dos campos do pós-sal já licitados.
Um texto-base, bem equilibrado, tinha sido aprovado para os recursos do pré-sal. Os estados produtores ficavam com 26,5% dos royalties e os municípios confrontantes com 18%. As cidades afetadas por operações de embarque e desembarque levariam 5%. A União ficaria com 20%, os estados não produtores com 22% e todos os demais municípios brasileiros com 8,75%. Mas o relator Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), estranhamente, se disse convencido de que seu “criterioso trabalho” (palavras dele) não devia prevalecer…
Aberta a porteira na “base do governo”, a emenda aprovada – contra apenas 72 votos – jogou tudo isso fora. Alegando o interesse nacional, deputados do Brasil inteiro – exceto os do Rio (apesar de um voto favorável e quatro ausências), do Espírito Santo e alguns de SP – colocaram na lei, a ser ratificada ou não pelo Senado e sancionada ou não pelo presidente da República, que todos os royalties do petróleo do pós-sal e do pré-sal, para além da parte da União, serão divididos igualmente entre estados e municípios (50% para cada ente), através dos seus Fundos de Participação (FPE e FPM). Posição sincera de diversos, demagógica de outros, sedutora para quase todos!
O princípio da compensação para estados e municípios confrontantes e produtores foi para o lixo: “recursos que o petróleo gera são de todo o país!” – era o discurso empolgante e repetido. Um deputado chegou a dizer que aquela votação era “a mais importante do século”! A valer isso, vamos então aprovar uma nova repartição, rigorosamente igualitária para todos os estados e municípios do país, das riquezas provenientes dos minérios de Minas, dos recursos hídricos da Amazônia, do turismo ecológico do Pantanal … Enquanto isso, a sangria do pagamento de juros da dívida (36% do Orçamento de 2009), do sistema tributário injusto e da corrupção continuam.
O mais grave é a incidência imediata da nova distribuição sobre áreas já licitadas pelo atual regime de concessão. As prefeituras e os estados que têm planejamento a partir da expectativa de receitas sofreram um duríssimo golpe. No Rio de Janeiro, a capital perderá mais de R$ 20 milhões, já no ano que vem – se a emenda for, afinal, aprovada. Outros municípios serão “garfados” fortemente, como Campos (68% de seus recursos orçamentários derivados do petróleo), São João da Barra (81%), Rio das Ostras (67%), Casimiro de Abreu (53%), Búzios (49%) e Macaé (44%). O estado, que produz 85% do petróleo nacional, perderá nada menos que R$ 4,7 bilhões, 95% a menos do recebido hoje, ficando com apenas um milésimo da riqueza aqui gerada! Baque violento, por exemplo, no Fundo de Previdência, que paga – precariamente – os nossos 220 mil aposentados.
Os recursos do petróleo precisam sempre ser utilizados de forma honesta, para atender as reais necessidades da população, o que nem sempre acontece. Mas aí já é outra batalha, que devemos travar com igual intensidade.
Ainda há chances de reverter o possível esbulho. O projeto vai para o Senado. Se for emendado lá, volta à Câmara. Só depois disso chega à sanção do presidente da República. Com mobilização e argumentação, poderemos vencer.
*Chico Alencar é professor de história e deputado federal (PSol-RJ)
fonte: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/chico-alencar-o-rio-na-salmoura.html
O verbo ’salmourar’ tem sentido figurado: moer, maltratar, pisar. É o que foi feito, na Câmara dos Deputados, com os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, e seus municípios, ao se aprovar a “emenda Ibsen”, que redistribui os royalties do petróleo futuro, do pré-sal, e do atual, dos campos do pós-sal já licitados.
Um texto-base, bem equilibrado, tinha sido aprovado para os recursos do pré-sal. Os estados produtores ficavam com 26,5% dos royalties e os municípios confrontantes com 18%. As cidades afetadas por operações de embarque e desembarque levariam 5%. A União ficaria com 20%, os estados não produtores com 22% e todos os demais municípios brasileiros com 8,75%. Mas o relator Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), estranhamente, se disse convencido de que seu “criterioso trabalho” (palavras dele) não devia prevalecer…
Aberta a porteira na “base do governo”, a emenda aprovada – contra apenas 72 votos – jogou tudo isso fora. Alegando o interesse nacional, deputados do Brasil inteiro – exceto os do Rio (apesar de um voto favorável e quatro ausências), do Espírito Santo e alguns de SP – colocaram na lei, a ser ratificada ou não pelo Senado e sancionada ou não pelo presidente da República, que todos os royalties do petróleo do pós-sal e do pré-sal, para além da parte da União, serão divididos igualmente entre estados e municípios (50% para cada ente), através dos seus Fundos de Participação (FPE e FPM). Posição sincera de diversos, demagógica de outros, sedutora para quase todos!
O princípio da compensação para estados e municípios confrontantes e produtores foi para o lixo: “recursos que o petróleo gera são de todo o país!” – era o discurso empolgante e repetido. Um deputado chegou a dizer que aquela votação era “a mais importante do século”! A valer isso, vamos então aprovar uma nova repartição, rigorosamente igualitária para todos os estados e municípios do país, das riquezas provenientes dos minérios de Minas, dos recursos hídricos da Amazônia, do turismo ecológico do Pantanal … Enquanto isso, a sangria do pagamento de juros da dívida (36% do Orçamento de 2009), do sistema tributário injusto e da corrupção continuam.
O mais grave é a incidência imediata da nova distribuição sobre áreas já licitadas pelo atual regime de concessão. As prefeituras e os estados que têm planejamento a partir da expectativa de receitas sofreram um duríssimo golpe. No Rio de Janeiro, a capital perderá mais de R$ 20 milhões, já no ano que vem – se a emenda for, afinal, aprovada. Outros municípios serão “garfados” fortemente, como Campos (68% de seus recursos orçamentários derivados do petróleo), São João da Barra (81%), Rio das Ostras (67%), Casimiro de Abreu (53%), Búzios (49%) e Macaé (44%). O estado, que produz 85% do petróleo nacional, perderá nada menos que R$ 4,7 bilhões, 95% a menos do recebido hoje, ficando com apenas um milésimo da riqueza aqui gerada! Baque violento, por exemplo, no Fundo de Previdência, que paga – precariamente – os nossos 220 mil aposentados.
Os recursos do petróleo precisam sempre ser utilizados de forma honesta, para atender as reais necessidades da população, o que nem sempre acontece. Mas aí já é outra batalha, que devemos travar com igual intensidade.
Ainda há chances de reverter o possível esbulho. O projeto vai para o Senado. Se for emendado lá, volta à Câmara. Só depois disso chega à sanção do presidente da República. Com mobilização e argumentação, poderemos vencer.
*Chico Alencar é professor de história e deputado federal (PSol-RJ)
fonte: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/chico-alencar-o-rio-na-salmoura.html
terça-feira, 23 de março de 2010
Uma lição de banda larga
19 de março de 2010 | 17h09
Ethevaldo Siqueira
Por sua forma, conteúdo e propostas, o plano norte-americano de banda larga é um documento histórico e antológico. Desde a semana passada, o projeto está sendo debatido no Congresso. E chega com atraso, pois os Estados Unidos, embora sejam o país mais rico do planeta e tenham criado a internet, ocupam posição medíocre no ranking mundial de banda larga – ou seja, o 15º lugar – atrás da Coreia do Sul, Luxemburgo, Cingapura, Taiwan, Japão, Suécia, Suíça, Holanda, Dinamarca, Islândia, Austrália, Canadá, Irlanda e Reino Unido.
O plano foi preparado pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, sigla de Federal Communications Commission), órgão regulador do setor e enviado ao Legislativo. Seu objetivo central é elevar a taxa de penetração da banda larga de 65% paa 90% das residências americanas, eaumentar a velocidade vigente de 3 ou 4 megabits/segundo (Mbps) para 100 Mbps, até 2020.
Para alcançar essas metas, os Estados Unidos terão que investir US$ 16 bilhões dos fundos administrados pela FCC e destinados até aqui à universalização do telefone, além de investimentos 10 vezes privados 10 vezes maiores. Para viabilizar os principais objetivos do plano, o governo deverá criar poderosos incentivos ao investimento na nova infraestrutura de comunicações e estabelecer áreas prioritárias para a inclusão de mais de 25% da população do país.
A FCC sugere que o governo promova a competição, pela remoção das barreiras, estimule o investimento e prepare os consumidores com as informações de que eles necessitam para utilizar intensamente as redes de banda larga, como alfabetizados digitais - condição fundamental para participar da nova economia.
Em sua mensagem ao Legislativo, o presidente da FCC, Julius Genachowski, além de fazer um diagnóstico bastante realista da situação, propõe uma mudança radical do cenário: ” Os Estados Unidos estão numa encruzilhada. Ou o país se compromete em criar redes de banda larga de importância mundial para garantir que as próximas ondas de inovação e do crescimento de negócios aconteçam aqui, ou ficará à margem do caminho, a ver invenções e empregos migrarem para aquelas partes do mundo que dispuserem de infraestruturas de comunicações melhores, mais rápidas e mais baratas.”
Para assumir uma posição de destaque mundial, os Estados Unidos têm pela frente um imenso desafio, reconhece Genachowski: “Dezenas de milhões de norte-americanos não dispõem hoje de banda larga. Isso é inaceitável, se levarmos em conta o número de interações que hoje circulam online, incluindo as listas de empregos e treinamento profissional que transitaram durante a pior recessão que vivemos em décadas. Esses milhões de cidadãos poderiam e deveriam estar conectados, mas não acessam a rede por três razões: 1) porque não podem pagar pelo serviço; 2) porque não sabem usá-lo; 3) ou ainda porque não estão cientes de seus benefícios potenciais.”
Segundo o presidente da FCC, mesmo entre os que já utilizam a internet, a vasta maioria ainda não dispõe de banda larga suficientemente larga e rápida para se beneficiar do ensino à distância por meio de vídeo ou para obter um diagnóstico médico, ou dezenas de outras aplicações existentes ou emergentes.
Sem banda larga, diz Genachowski, nenhum empreendedor pode cuidar de seu pequeno negócio. “E vale lembrar que 26% das propriedades agrícolas e centros de negócios rurais dos Estados Unidos não dispõem de acesso a um modem de cabo e mais de 70% dos pequenos negócios contam com pouca ou nenhuma banda larga móvel (celular 3G). Para complicar ainda mais a situação, à medida que a banda larga móvel se torna mais importante, os Estados Unidos enfrentam uma enorme escassez de espectro de frequências.”
O plano norte-americano de banda larga tem quatro objetivos principais:
1) Assegurar a cada cidadão norte-americano a oportunidade de acessar todos os serviços essenciais de banda larga em sua residência.
2) Dotar efetivamente os EUA de redes avançadas, que são essenciais para fortalecer sua economia.
3) Permitir que o país capture a próxima onda de mudança e que suas redes móveis sejam as melhores do mundo em velocidade e alcance.
4) Dar maior segurança aos cidadãos, possibilitando que cada interlocutor tenha acesso a uma rede pública de segurança de banda larga interoperável, de âmbito nacional e sem fio.
Na visão do presidente da FCC, com a banda larga, “os EUA poderão dispor de uma tecnologia com maior potencial para o desenvolvimento e para a conquista do bem-estar econômico e social já surgida desde o advento da eletricidade.”
Entre os apelos que faz na introdução do plano, Genechowski propõe: “Imaginem um mundo onde as crianças nos bairros de baixa renda possam, de suas salas de aulas, ter acesso aos melhores professores do mundo e acessar em casa aos mais atualizados livros de textos. Desenhem em sua imaginação um cenário onde idosos diabéticos moradores da zona rural, sem acesso rápido a médicos, possam aconselhar-se sobre
acesso rápido a médicos, possam aconselhar-se sobre alimentação em seus computadores domésticos. A História nos ensina que as nações que lideram as revoluções tecnológicas obtêm enormes recompensas. Nós podemos liderar a revolução da banda larga com fio e sem fio. O momento de agir é agora.”
Quem quiser acesar o texto integrar do plano de banda larga dos EUA pode usar o link: www.broadband.gov/download-plan ou ainda visitar o site www.telequest.com.br.
Fonte: http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/2010/03/19/documento-historico/
Ethevaldo Siqueira
Por sua forma, conteúdo e propostas, o plano norte-americano de banda larga é um documento histórico e antológico. Desde a semana passada, o projeto está sendo debatido no Congresso. E chega com atraso, pois os Estados Unidos, embora sejam o país mais rico do planeta e tenham criado a internet, ocupam posição medíocre no ranking mundial de banda larga – ou seja, o 15º lugar – atrás da Coreia do Sul, Luxemburgo, Cingapura, Taiwan, Japão, Suécia, Suíça, Holanda, Dinamarca, Islândia, Austrália, Canadá, Irlanda e Reino Unido.
O plano foi preparado pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, sigla de Federal Communications Commission), órgão regulador do setor e enviado ao Legislativo. Seu objetivo central é elevar a taxa de penetração da banda larga de 65% paa 90% das residências americanas, eaumentar a velocidade vigente de 3 ou 4 megabits/segundo (Mbps) para 100 Mbps, até 2020.
Para alcançar essas metas, os Estados Unidos terão que investir US$ 16 bilhões dos fundos administrados pela FCC e destinados até aqui à universalização do telefone, além de investimentos 10 vezes privados 10 vezes maiores. Para viabilizar os principais objetivos do plano, o governo deverá criar poderosos incentivos ao investimento na nova infraestrutura de comunicações e estabelecer áreas prioritárias para a inclusão de mais de 25% da população do país.
A FCC sugere que o governo promova a competição, pela remoção das barreiras, estimule o investimento e prepare os consumidores com as informações de que eles necessitam para utilizar intensamente as redes de banda larga, como alfabetizados digitais - condição fundamental para participar da nova economia.
Em sua mensagem ao Legislativo, o presidente da FCC, Julius Genachowski, além de fazer um diagnóstico bastante realista da situação, propõe uma mudança radical do cenário: ” Os Estados Unidos estão numa encruzilhada. Ou o país se compromete em criar redes de banda larga de importância mundial para garantir que as próximas ondas de inovação e do crescimento de negócios aconteçam aqui, ou ficará à margem do caminho, a ver invenções e empregos migrarem para aquelas partes do mundo que dispuserem de infraestruturas de comunicações melhores, mais rápidas e mais baratas.”
Para assumir uma posição de destaque mundial, os Estados Unidos têm pela frente um imenso desafio, reconhece Genachowski: “Dezenas de milhões de norte-americanos não dispõem hoje de banda larga. Isso é inaceitável, se levarmos em conta o número de interações que hoje circulam online, incluindo as listas de empregos e treinamento profissional que transitaram durante a pior recessão que vivemos em décadas. Esses milhões de cidadãos poderiam e deveriam estar conectados, mas não acessam a rede por três razões: 1) porque não podem pagar pelo serviço; 2) porque não sabem usá-lo; 3) ou ainda porque não estão cientes de seus benefícios potenciais.”
Segundo o presidente da FCC, mesmo entre os que já utilizam a internet, a vasta maioria ainda não dispõe de banda larga suficientemente larga e rápida para se beneficiar do ensino à distância por meio de vídeo ou para obter um diagnóstico médico, ou dezenas de outras aplicações existentes ou emergentes.
Sem banda larga, diz Genachowski, nenhum empreendedor pode cuidar de seu pequeno negócio. “E vale lembrar que 26% das propriedades agrícolas e centros de negócios rurais dos Estados Unidos não dispõem de acesso a um modem de cabo e mais de 70% dos pequenos negócios contam com pouca ou nenhuma banda larga móvel (celular 3G). Para complicar ainda mais a situação, à medida que a banda larga móvel se torna mais importante, os Estados Unidos enfrentam uma enorme escassez de espectro de frequências.”
O plano norte-americano de banda larga tem quatro objetivos principais:
1) Assegurar a cada cidadão norte-americano a oportunidade de acessar todos os serviços essenciais de banda larga em sua residência.
2) Dotar efetivamente os EUA de redes avançadas, que são essenciais para fortalecer sua economia.
3) Permitir que o país capture a próxima onda de mudança e que suas redes móveis sejam as melhores do mundo em velocidade e alcance.
4) Dar maior segurança aos cidadãos, possibilitando que cada interlocutor tenha acesso a uma rede pública de segurança de banda larga interoperável, de âmbito nacional e sem fio.
Na visão do presidente da FCC, com a banda larga, “os EUA poderão dispor de uma tecnologia com maior potencial para o desenvolvimento e para a conquista do bem-estar econômico e social já surgida desde o advento da eletricidade.”
Entre os apelos que faz na introdução do plano, Genechowski propõe: “Imaginem um mundo onde as crianças nos bairros de baixa renda possam, de suas salas de aulas, ter acesso aos melhores professores do mundo e acessar em casa aos mais atualizados livros de textos. Desenhem em sua imaginação um cenário onde idosos diabéticos moradores da zona rural, sem acesso rápido a médicos, possam aconselhar-se sobre
acesso rápido a médicos, possam aconselhar-se sobre alimentação em seus computadores domésticos. A História nos ensina que as nações que lideram as revoluções tecnológicas obtêm enormes recompensas. Nós podemos liderar a revolução da banda larga com fio e sem fio. O momento de agir é agora.”
Quem quiser acesar o texto integrar do plano de banda larga dos EUA pode usar o link: www.broadband.gov/download-plan ou ainda visitar o site www.telequest.com.br.
Fonte: http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/2010/03/19/documento-historico/
Para a Cisco, vídeo é a próxima onda
segunda-feira, 22 de março de 2010 23:00
Estado de São Paulo on line - Econômia
Empresa lançou equipamento capaz de suportar um bilhão de videochamadas simultâneas
Marili Ribeiro e Renato Cruz, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O holandês Wim Elfrink ocupa o cargo de diretor de Globalização da americana Cisco, maior fabricantes de equipamentos de comunicação de dados do mundo. Há quatro anos ele se mudou para Bangalore, na Índia, para acompanhar de perto o que acontece no que ele chama de "mercados de hipercrescimento". Esta semana, ele está no Brasil, outro desses mercados em expansão acelerada.
"A próxima grande onda é o vídeo", disse Elfrink, que participou ontem de um almoço na sede do Grupo ABC, do publicitário Nizan Guanaes, em São Paulo. Ele explicou que a explosão do vídeo via internet permitirá uma série de novas aplicações em áreas como teletrabalho, telemedicina e tele-educação, que podem revolucionar mercados de hipercrescimento como a Índia e o Brasil.
No começo do mês, a Cisco lançou um roteador (equipamento responsável pelo tráfego em redes com tecnologia da internet) chamado CRS-3, capaz de suportar 1 bilhão de videochamadas simultâneas. "Há sete anos, quando lançamos um roteador que suportava 1 bilhão de chamadas de voz, muita gente achou que não haveria necessidade para ele", afirmou o diretor da Cisco. "Hoje, com o crescimento do mercado celular, ninguém mais faria essa pergunta." O CRS-3 tem velocidade de 322 terabits por segundo, o que equivale a 161 milhões de conexões convencionais de banda larga.
"Num mercado como a Índia, temos de partir do que as pessoas conseguem pagar para formatarmos os serviços", explicou Elfrink. "Para levarmos educação para todos, será preciso oferecer mensalidades de US$ 1 por mês. Isso não será possível sem tecnologia." Ele acrescentou que a beleza de um mercado de 1,1 bilhão de pessoas como a Índia está no retorno proporcionado pela escala. Um produto com o preço certo pode atender centenas de milhões de pessoas.
A Cisco participa do projeto de Nova Songdo, na Coreia do Sul, uma cidade planejada como um centro de negócios internacional de US$ 35 bilhões, localizada a 65 quilômetros da capital Seul, com tecnologia de ponta e conceitos internacionais de sustentabilidade. O Brasil poderia ter um projeto similar, se houvesse disposição de investidores.
A Cisco está interessada em se aproximar de municípios brasileiros. Elfrink tem reuniões marcadas com os prefeitos de São Paulo e do Rio de Janeiro, para falar sobre o uso da tecnologia.
Em 2006, ele e a família – esposa, três filhos e dois cachorros – deixaram a Califórnia e foram para Bangalore. E os cães não estranharam? "Eles estão muito felizes", garantiu o executivo.
http://economia.estadao.com.br/noticias/,para-a-cisco--video-e-a-proxima-onda,not_10259.htm
Estado de São Paulo on line - Econômia
Empresa lançou equipamento capaz de suportar um bilhão de videochamadas simultâneas
Marili Ribeiro e Renato Cruz, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O holandês Wim Elfrink ocupa o cargo de diretor de Globalização da americana Cisco, maior fabricantes de equipamentos de comunicação de dados do mundo. Há quatro anos ele se mudou para Bangalore, na Índia, para acompanhar de perto o que acontece no que ele chama de "mercados de hipercrescimento". Esta semana, ele está no Brasil, outro desses mercados em expansão acelerada.
"A próxima grande onda é o vídeo", disse Elfrink, que participou ontem de um almoço na sede do Grupo ABC, do publicitário Nizan Guanaes, em São Paulo. Ele explicou que a explosão do vídeo via internet permitirá uma série de novas aplicações em áreas como teletrabalho, telemedicina e tele-educação, que podem revolucionar mercados de hipercrescimento como a Índia e o Brasil.
No começo do mês, a Cisco lançou um roteador (equipamento responsável pelo tráfego em redes com tecnologia da internet) chamado CRS-3, capaz de suportar 1 bilhão de videochamadas simultâneas. "Há sete anos, quando lançamos um roteador que suportava 1 bilhão de chamadas de voz, muita gente achou que não haveria necessidade para ele", afirmou o diretor da Cisco. "Hoje, com o crescimento do mercado celular, ninguém mais faria essa pergunta." O CRS-3 tem velocidade de 322 terabits por segundo, o que equivale a 161 milhões de conexões convencionais de banda larga.
"Num mercado como a Índia, temos de partir do que as pessoas conseguem pagar para formatarmos os serviços", explicou Elfrink. "Para levarmos educação para todos, será preciso oferecer mensalidades de US$ 1 por mês. Isso não será possível sem tecnologia." Ele acrescentou que a beleza de um mercado de 1,1 bilhão de pessoas como a Índia está no retorno proporcionado pela escala. Um produto com o preço certo pode atender centenas de milhões de pessoas.
A Cisco participa do projeto de Nova Songdo, na Coreia do Sul, uma cidade planejada como um centro de negócios internacional de US$ 35 bilhões, localizada a 65 quilômetros da capital Seul, com tecnologia de ponta e conceitos internacionais de sustentabilidade. O Brasil poderia ter um projeto similar, se houvesse disposição de investidores.
A Cisco está interessada em se aproximar de municípios brasileiros. Elfrink tem reuniões marcadas com os prefeitos de São Paulo e do Rio de Janeiro, para falar sobre o uso da tecnologia.
Em 2006, ele e a família – esposa, três filhos e dois cachorros – deixaram a Califórnia e foram para Bangalore. E os cães não estranharam? "Eles estão muito felizes", garantiu o executivo.
http://economia.estadao.com.br/noticias/,para-a-cisco--video-e-a-proxima-onda,not_10259.htm
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