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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

STF: basta ao eleitor um documento com foto para votar

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na tarde de hoje (30), por 8 a 2, que basta o eleitor apresentar um documento oficial com foto para poder votar no próximo domingo (3).

O julgamento de hoje tem como base a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do PT que contesta a regra que obriga o eleitor a usar dois documentos (título de eleitor e documento com foto) no dia das eleições.

Contrário à maioria, o presidente do Supremo, Cezar Peluso, lamentou a decisão.

“[A Corte] acaba de decretar a extinção, a abolição do título eleitoral”, ressaltou. “O título de eleitor é o título jurídico que prova a condição do eleitor. Não é um mero lembrete do lugar de votação”, acrescentou.

Além de Peluso, o ministro Gilmar Mendes também votou contra a ação do PT. Na sessão, Mendes também negou ter recebido uma ligação do candidato Serra (PSDB) para adiar o julgamento.

Por outro lado, votaram pela dispensa do título de eleitor os ministros: Ellen Gracie (relatora), Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ayres Britto, Marco Aurélio e Ricardo Ricardo Lewandowski. Celso de Mello.

Entre os documentos que podem ser apresentados - no momento do voto - está a carteira de identidade, carteira de trabalho, passaporte ou carteira de motorista.

A ação do PT julgada hoje contesta artigo da minirreforma eleitoral aprovado pelo Congresso no ano passado.

No voto, Gilmar Mendes lembrou, no entanto, a contrariedade da iniciativa visto que propostas similares também foram apresentadas na Câmara por deputados do PT.

Entre as propostas que tramitam na Câmara nesse sentido está o Projeto de Lei (PL 1670/03) do deputado Walter Pinheiro (PT-BA) que foi apensado à proposta similar (PL 4658/04) da ex-deputada Terezinha Fernandes (PT-MA).

Outra contrariedade que pode ser vista na iniciativa do PT, é o fato de o próprio Lula não ter vetado esse artigo da Lei quando sancionou as novas regras eleitorais da minirreforma.

Na ocasião, Lula vetou apenas três artigos entre eles o que igualava as regras para debates entre os candidatos na web às regras da televisão e rádio.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

Alou Gilmar

Historico de tentativa de manipulação da media

Crônica

Os brutos também amam?

O Serra está amargando várias baixas dentro do PSDB. Alguns aliados estão abandonando o barco! Justo agora, quando ele está tão necessitado de braços e pernas! Explicaremos os fatos em capítulos.

Capítulo I – O vice que nunca foi, mas que deveria ter sido

25. 06 – Depois de José Serra perambular solteiro durante três meses, o PSDB anuncia o Senador Álvaro Dias como vice. A notícia foi recebida com entusiasmo pela Folha e o Globo. O DEM, aliado de Serra, não gostou e fez bico de tucano.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/757055-senador-tucano-alvaro-dias-sera-o-vice-de-jose-serra.shtml

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/06/25/senador-alvaro-dias-indicado-aliados-como-vice-de-serra-916976920.asp

Capitulo II – O vice que foi, mas que nunca deveria ter sido

30.06 – Depois de esbravejar durante cinco dias, o DEM apresentou o deputado federal Índio da Costa como vice do Serra. A revista Veja ficou entusiasmada com a escolha. O jornal O Globo ficou em cima do muro. O PTB, do Roberto Jefferson, não gostou e fez bico de tucano.

http://veja.abril.com.br/blog/eleicoes/veja-acompanha-jose-serra/indio-da-costa-e-o-vice-de-serra/

http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/pais/mat/2010/06/30/indio-da-costa-do-dem-sera-vice-de-serra-no-lugar-de-alvaro-dias-na-chapa-do-psdb-917022491.asp

Capítulo III – Entrou mudo e saiu calado!

18.07 – Os principais jornais do país reproduzem as declarações do vice de Serra, que associou o Partido dos Trabalhadores às guerrilhas das Farcs da Colômbia. A revista Veja gostou, disse que ele era “bom de briga”. O PT entrou na justiça contra as declarações. A coordenação da campanha de Serra procurou preservar o “menino”. Índio da Costa fica no freezer por quinze dias.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/768528-vice-de-serra-indio-da-costa-liga-pt-a-narcotrafico-e-guerrilha.shtml

http://www.netosdesalim.com.br/revista-veja-28-de-julho-de-2010.html

Capítulo IV – Os sigilos que não eram segredos de ninguém

01.09 – O bunker do PSDB, a revista Veja, anuncia o grande escândalo nacional: a quebra de sigilo fiscal da filha de Serra. Serra sabia desde 2009 sobre a quebra dos sigilos fiscais de sua família. Os camelôs de São Paulo vendem os sigilos de qualquer pessoa, até mesmo foto de amante! Basta pagar!

http://veja.abril.com.br/blog/eleicoes/veja-acompanha-jose-serra/novo-escandalo-da-receita-aumenta-pressao-por-mudanca-em-campanha/

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/09/09/bomba-serra-sabia-que-sigilo-da-filha-foi-violado-e-achou-normal/

Capítulo V – O medo do Serra da filha do Serra

13.09 – A revista Carta Capital publica uma reportagem do jornalista Leandro Fortes, informando aos leitores que a filha do Serra quebrou o sigilo de mais de 60 milhões de correntista do país. O fato não mereceu destaque dos órgãos que defendem a liberdade de imprensa (O Globo, Estadão, Folha e Jornal Nacional). O Serra, candidato, teme a filha do cidadão Serra!

http://www.cartacapital.com.br/politica/sinais-trocados

Capítulo VI – Os brutos também amam: Álvaro Dias, Antonio Anastásia e FHC

22.09 – O senador Álvaro Dias declara que não votará no candidato do PSDB, Beto Richa, no Paraná. Seu voto será do candidato do PDT, Osmar Dias, aliado de Dilma no Estado e irmão do senador. Será que o Álvaro Dias “dilmou?

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,alvaro-dias-declara-voto-no-irmao-que-apoia-dilma-no-pr,613684,0.htm

23.09 – Com o aumento das intenções de votos na candidata do Lula em Minas Gerais , o candidato do PSDB, Antonio Anastásia, disse que o eleitor mineiro é “livre” para optar pelo “Dilmasia”, voto casado nele e na presidenciável Dilma Rousseff, do PT. Será que Aécio e o Anastásia “dilmaram”?

http://www1.folha.uol.com.br/poder/803318-em-debate-anastasia-diz-que-eleitor-e-livre-para-optar-pelo-dilmasia.shtml

25.09 – Em entrevista ao jornal britânico “Financial Times”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admite que a candidata do governo, Dilma Rousseff, vencerá a eleição no primeiro turno. FHC também afirmou, com certa dose de ciúme, que Lula “surfa na onda que ele criou”. Será que FHC “dilmou”?

Capítulo VII – O último suspiro

28.09 – O Datafolha publica pesquisa na qual Dilma cai três pontos, oscilando de 54% para 51%. A notícia é recebida com estardalhaço pelo Jornal Nacional, que diz: “a pesquisa Data Folha aponta que não há como garantir a vitória no primeiro turno”. O Bonner não se contentava de contente! Devemos lembrar que o Datafolha foi o último instituto a reconhecer o crescimento da Dilma. Agora, está sendo o primeiro a reconhecer sua “queda vertiginosa” e apontar que teremos segundo turno! Esqueçam as capas da revista Veja!

Capítulo VIII – Crônica de uma morte anunciada

29.09 – Ibope

Pesquisa Ibope, divulgada nesta quarta-feira, aponta Dilma com 50%, seguida de Serra com 28%, e de Marina com 12%. Segundo o jornal O Globo, “nos votos válidos, Dilma está com 55% e poderia ganhar no 1º turno se a eleição fosse hoje”. O resultado foi divulgado com tristeza no JN. O Bonner não estava presente!

http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/dilma-tem-50-e-serra-28-aponta-pesquisa-ibope.html

29.09 – CNT/Sensus

Pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta quarta-feira, aponta Dilma com 47,5%, seguida de Serra com 25,6%, e de Marina com 11,6%.

Segundo o jornal Estadão, “considerando apenas os votos válidos (ou seja, excluindo brancos e nulos e distribuindo os indecisos proporcionalmente), Dilma teria hoje 54,7% da preferência e venceria a disputa no primeiro turno, que será disputado no próximo domingo”.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,cntsensus-dilma-tem-475-dos-votos-serra-256-e-marina-116,617118,0.htm

29.09 – Vox Populi

Pesquisa Vox Populi/Band/IG, divulgada nesta quarta-feira, aponta Dilma com 49%, seguida de Serra com 26%, e de Marina com 12%. Segundo o site Último Segundo, do IG, “a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, mantém a dianteira sobre os adversários na corrida para a sucessão e seria eleita, no próximo domingo, com 55% dos votos válidos (excluídos os votos nulos e em branco)”.

http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/vox+populibandig+dilma+mantem+55+dos+votos+validos/n1237787062547.html

29.09 – A liberdade de imprensa do PSDB

O candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, proibiu a divulgação das pesquisas de intenções de votos para o governo do Estado dos institutos Data Folha, Ibope e Vox Populi. Richa, que é PhD em Fomento Organizacional e Departamental em Estatística Universal – FODEU, “apontou falhas na metodologia aplicada pelos institutos na elaboração das pesquisas e obteve três decisões unânimes da Justiça Eleitoral paranaense, que determinou o veto à divulgação dos levantamentos”. Fiquei com peninha do Lulinha, visto pela Folha, Globo e Estadão como o “grande inimigo” da liberdade de imprensa!

http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/beto-richa-consegue-impedir-divulgacao-de-pesquisas-no-parana.html

Capítulo IX – O velório

30.09 – Término da propaganda eleitoral no rádio e na tv. Será o último programa dos candidatos a presidente. Também será o último dia para a realização de debates.

01.10 – Jornal Nacional, sexta-feira, 20h30min (horário de Brasília). Bonner anuncia com entusiasmo o vencedor do debate: José Serra. A opinião do JN é corroborada pelas pesquisas realizadas pelos institutos Datafolha e Ibope, na madrugada de sexta-feira, com mais de 5 mil eleitores trôpegos!

02.10 – Capa da revista Veja. Sai o polvo, entra a imagem da urna anunciando um “possível” segundo turno, com Serra sorrindo para os leitores da revista. Não há nenhuma denúncia escabrosa. A revista confirma que Serra foi o melhor candidato no debate promovido pela Globo.

03.10 – 22h, horário de Brasília. Serra e Marina reconhecem a eleição de Dilma no primeiro turno. Dilma bateu seus adversários em todos os estados da federação. Terminou com 60% dos votos válidos. Serra ficou com 25% e Marina com 12%. Marcos Coimbra é a “mãe Diná” da estatística…

04.10 – Ressaca da vitória. Viva a democracia… Viva a Internet!

Frederico Passos

Dilma é a favor do aborto

Entrevista a Revista Marie Clair

A Dilma Rousseff que todos conhecem lutou contra a ditadura, foi presa e torturada. Virou ministra, enfrentou várias crises no governo e é candidata não oficial à presidência nas próximas eleições. A Dilma que quase ninguém conhece sentia culpa de ir trabalhar e deixar a filha em casa, ri de si própria e se diverte com os programas de sátira a seu respeito. Diz que se sentiu nua quando a imprensa começou a vasculhar sua vida pessoal. Em entrevista exclusiva à Marie Claire, ela fala que preferia os tempos em que os homens cortejavam as mulheres, acha que esse negócio de ficar não funciona bem para nós e diz que é a favor da legalização do aborto


A ministra em seu gabinete. Uma linha de telefone
só para falar com o presidente
O gabinete da ministra da casa civil, Dilma Rousseff, 61 anos, é amplo e bem arrumado. Um sofá, duas poltronas, uma mesa de centro com livros ilustrativos do Brasil. Atrás da grande mesa de trabalho, um bufê com alguns porta-retratos: uma foto da filha, Paula, advogada de 31 anos, seu maior xodó, outra com o presidente. Uma imagem de Iemanjá, 'presente do governador da Bahia, Jaques Wagner', e outras duas de santas barrocas. Em uma das paredes, duas fotos ampliadas dela com Lula. A mais famosa é a que ele coloca as mãos sujas de petróleo nas costas da ministra, em uma espécie de 'batismo' de óleo. Um telefone que é usado somente para falar com ele. São sinais que mostram sua relação afinada com o presidente. Dilma é hoje a mulher mais forte do governo. À frente do PAC (Plano de Aceleração ao Crescimento), é a candidata natural do PT à presidência da República. Entramos no gabinete esperando encontrar a Dilma que todo mundo conhece - ou acha que conhece. Dura, séria, um tantinho mal-humorada. Encontramos uma mulher sorridente, que nos cumprimentou com dois beijinhos. Vestida num terninho azul-claro, regata branca, colar de pérolas, relógio, fitinha do Senhor do Bonfim amarrada no pulso (presente de Flora Gil, objeto de um pedido do qual nem lembra mais), Dilma nos deixou à vontade logo nos cinco primeiros minutos de conversa. Sem brincos e sentada em uma mesa redonda de reunião, com vista para a Esplanada dos Ministérios, Dilma puxou uma edição de Marie Claire trazida por sua assessora e apontou uma foto da atriz Larissa Maciel, que fez o papel da cantora Maysa na minissérie global. 'Como essa menina está linda nesta foto. Mais bonita do que na minissérie', disse. 'Sabe por quê? Porque aqui as feições estão suavizadas.' Assim como as dela mesma, depois da plástica feita no início do ano. Ela age como se ainda estivesse se acostumando ao novo visual - enquanto fala, ajeita os cabelos, puxa para frente, joga um pouco para o lado.

Economista de formação, mas política de carreira, Dilma fala alto, bastante e rápido. Bate com as mãos cerradas na mesa quando discursa sobre as medidas econômicas do governo. Usa o mesmo tom grave ao se referir à ditadura militar. Seus subordinados costumam ser tratados com a mesma severidade. Mas na hora da conversa, é bem-humorada. Adora falar sobre a filha. Sagitariana e separada de dois casamentos, a mineira de Belo Horizonte passou boa parte da vida adulta em Porto Alegre. Mistura os sotaques e as expressões das duas cidades. Ora usa 'tu', ora 'ocê'. Ri alto quando o assunto são as caricaturas que a imprensa fez dela depois da plástica, não se esquiva de perguntas sobre sua vida íntima e se empolga na hora de falar das influências intelectuais que fizeram parte da sua geração.

A ministra da Casa Civil começou a fazer história quando, aos 15 anos, entrou para o movimento estudantil para lutar contra a ditadura militar. Aos 19, vivia na clandestinidade. Foi uma das líderes de duas importantes organizações da esquerda radical, o Colina e a VAR-Palmares. Foi nessa época que se casou, pela primeira vez, com o jornalista Cláudio Galeno. Fez treinamentos de guerrilha, aprendeu a montar e desmontar fuzis, mas diz que nunca trocou tiros com soldados do exército ou policiais militares. Ela afirma que fazia parte da inteligência das organizações. Presa em 1970, ficou três anos na cadeia, onde foi barbaramente torturada. Ao falar sobre essa época, mostra sentimentos dúbios. Às vezes discursa com indignação. Às vezes fala baixo, pausado. Mas em nenhum momento sugere arrependimento. Deixa claro que tem orgulho do que viveu.Em liberdade, casou-se com o advogado gaúcho Carlos Araújo, também ligado à militância de esquerda. Os dois se mudaram para Porto Alegre, onde fizeram carreira política pelo PDT. Dilma foi secretária na área de energia do governo gaúcho. Os resultados do trabalho feito no Sul a conduziram ao primeiro posto no governo Lula, no Ministério de Minas e Energia, em 2003.

O segundo casamento terminou em 2000. Dilma perdeu o pai, o búlgaro Pedro Rousseff, em consequência de diabetes, quando tinha 15 anos. Em 1977, aos 30, perdeu a irmã mais nova, Zana, de um tipo raro de infecção. Ela conta esses fatos sem a voz embargada ou em tom de vítima. Dilma Rousseff parece não ter nascido para esse papel. Sempre que lembra algum momento triste, a imagem da mulher forte permanece. Nada de olhar para baixo, voz trêmula ou esquiva. Mas fica claro que prefere conversar sobre assuntos alegres. Empolga-se e dá um sorriso gostoso quando diz que se prepara para ser avó. E com o mesmo sorriso afirma que não se sente solitária pelo fato de não ter um namorado ou marido.

Na política, ganhou notoriedade depois de assumir a chefia da Casa Civil, em 2005, no lugar de José Dirceu. Se, por um lado, conseguiu manter uma imagem de respeito em um governo desgastado pela crise do mensalão, por outro protagonizou algumas crises políticas. Foi acusada de favorecer um grupo de empresários na venda da Varig Log (a empresa de transportes de carga da antiga Varig) e de ter mandado produzir um dossiê clandestino com os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. Só a última acusação acabou em inquérito policial e o Supremo Tribunal Federal retirou a ministra da investigação (a decisão ainda não é definitiva). Aqui, ela fala sobre maternidade, amor, tortura, cotidiano e um pouquinho de política.


'Falam muito para mim depois da plástica: 'Não liga não, você estava muito velha!''
Marie Claire Com seu passado, como é para a senhora se tornar uma figura pública, quase uma celebridade?
Dilma Rousseff No início senti mais. Levei um tempo para entender como me sentia. É como se eu fosse uma tartaruga e tivessem extraído minha casca. Isso é a nudez. É uma desproteção diante do mundo, só que momentânea. E acho que não tem maiores consequências, sabe?

MC Até as suas manicures foram entrevistadas...
DR Podem invadir meu cabeleireiro. Não tô nem aí. Eu vi o repórter de campana. Fiquei até com pena, coitado, porque eram oito da manhã - horário que consigo ir fazer escova. Estava lavando a cabeça quando ele me perguntou se eu poderia dar uma entrevista. Alguém quer dar entrevista às oito da manhã lavando a cabeça? Ele ficou me esperando do lado de fora. Saí por uma porta que não era a que ele estava. Saí devagar, para ele me ver. Mas não viu, estava distraído... Deve ter ficado com raiva, mas, olha, andei bem devagarinho, viu [risos]?

MC E as máscaras de carnaval que fizeram com seu rosto depois da plástica?
DR Acho uma glória. Rio demais do Pânico [programa humorístico de TV]. Me achei genial com o nariz assim [arrebita a ponta do nariz com o indicador e ri]. Gente? Tem de rir, né? Outro dia me deram um presente no Rio Grande do Sul, uma máscara com uma peruca escura. Era eu de peruca e bigode. Um horror. Falei pro cara: 'Escuta, não tenho bigode'. Mas as caricaturas são ótimas. Tem algumas manifestações - não nas agressões, claro, porque não sou masoquista - que até me deixam constrangida porque são afetivas. Quando pedem para tirar foto comigo, fico com vergonha. É um elogio afetivo. Brasileiro tem muito disso, é pior que japonês, adora uma foto. Inclina a cabeça, encosta, aperta a mão. Precisa ter um coração de cimento para não se enternecer. Escuto coisas do arco da velha.

MC De que tipo?
DR O povo é muito engraçado. É perspicaz, irônico e muito gentil. Falam muito pra mim [depois da plástica]: 'Não liga não, você estava muito velha' [risos]! Não é fantástico?

MC Gostou do resultado?
DR Estou me sentindo ótima. Tenho senso crítico, né? Estou mais parecida comigo aos 40 do que aos 60. Não cheguei aos 30, que era meu sonho de consumo [risos].

MC Melhorou a autoestima?
DR Autoestima é algo que se recebe de casa. Sempre tive uma relação muito estreita com meu pai. Ele gostava muito de mim e eu achava isso ótimo. Com o passar do tempo, descobri que ele gostava muito da minha mãe também. Mas isso sequer havia passado pela minha cabeça [risos]. O fato de os pais gostarem da gente é o que dá firmeza para encarar a vida.

MC Sua relação com a Paula, sua filha, sempre foi próxima?
DR Ah... teve fases. Primeiro foi o ciclo de absoluta ligação, quase umbilical: a identificação total, o amor profundo. Uma relação muito próxima comigo e distante com o pai. Quando ela tinha 1 ano e ele a beijava com bigode, ela dava um escândalo e dizia: 'Este homem me beijou' [risos]. Mas quando entrou na puberdade, ela se aproximou mais dele e se afastou de mim. Passei a ser procurada só quando tinha um problema, quando ela terminava com o namorado, ficava com alguém. Essa história de ficar confundiu a cabeça dela e a das amigas... Quando percebi o que estava acontecendo, pensei: 'Estão danadas'. Ou melhor, nós, mulheres, estamos danadas.


MC Por quê?
DR Porque esse negócio de ficar não funciona bem para as mulheres. Não adianta, não é igual. A gente precisa de uma certa sedução, de corte, do processo de conquista. Não pode ser aquele sincericídio horroroso que há no ficar. No meu tempo, não era um convívio tão sem charme. Tinha que ter uma relação emocional com a outra pessoa. A gente construía algo até chegar ao ficar. Não era só em uma balada.

MC A senhora acha que sua geração é mais romântica que a da sua filha?
DR Acho que não. Todas as meninas hoje querem casar. Dão mais valor à família. Vejo isso na minha filha. Ela se importa em ter um relacionamento estável com o marido. E acho que a família toda é muito importante para ela: as avós, as tias, os primos. A família estendida é algo que essa nova geração valoriza também. E a gente também queria casar nos anos 60 e 70, só que não sabia.

MC Não sabia ou não assumia?
DR Não sabia mesmo. A afirmação de independência era forte pra gente. Fomos a primeira geração que viveu a experiência de sair de casa, trabalhar. Vivíamos em meio a colchões e almofadas. Ah, o mundo dos colchões e das almofadas... E não ousávamos também ter filhos. Fui mãe aos 28 anos, que era tarde para minha época. A gente dizia que toda mulher queria casar e ser feliz para sempre em tom de ironia, mas no fundo é o que a gente quer mesmo. Essa é a eterna busca.

MC Seus amigos costumam dizer que a senhora se vê muito na sua filha. Quais valores se preocupou em passar a ela?
DR Acho que a Paula tem um grande senso de justiça. E espero que ela tenha herdado isso de mim e do pai. Ela sempre será levada a defender os injustiçados. E também de dignidade, capacidade de viver pelos próprios meios. Outra característica que transmitimos a ela foi senso de humor, a capacidade de rir de si mesma. Pelo menos nos esforçamos para que ela tivesse isso [risos]. Se a gente se leva a sério demais, fica cheia de 'nós pelas costas', uma expressão gaúcha de que gosto muito.

MC Hoje, a senhora se dá bem com o seu ex-marido?
DR Muito. Esse processo todo de distanciamento, depois da separação, levou, no máximo, seis meses. Faz parte. É o luto. Hoje em dia a gente passa os natais juntos. Preservamos as datas familiares. Natal é uma festa solene.

MC A senhora trabalhava no governo gaúcho quando a Paula era pequena. Sentia culpa de sair e deixá-la em casa?
DR Ah, sem dúvida. Quem fala que não sente culpa está faltando com a verdade. A gente tem necessidade de ficar perto da criança. Quando ela tinha febre, eu chispava para casa. Não conseguia mais trabalhar. Parava de focar. E a minha filha tinha asma, que é um desespero só. Uma noite, coitadinha, ela estava mal e entendeu a minha preocupação tão bem que falou: 'Mamãe, sua noite vai ser ruim, hein?'.

MC Uma das bandeiras da Marie Claire é defender a legalização do aborto. Fizemos uma pesquisa com leitoras e 60% delas se posicionaram favoravelmente, mesmo o aborto não sendo uma escolha fácil. O que a senhora pensa sobre isso?
DR Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos.

MC Hoje, o que é preciso para legalizar o aborto no Brasil?
DR Existem várias divisões no país por causa dessa confusão, entre o que é foro íntimo e o que é política pública. O presidente é um homem religioso e, mesmo assim, se recusa a tratar o aborto como uma questão que não seja de saúde pública. Como saúde pública, achamos que tem de ser praticado em condições de legalidade.

MC A senhora acredita em Deus?
DR Fui batizada na Igreja católica, mas não pratico. Mas, olha, balançou o avião, a gente faz uma rezinha [risos]. Tenho uma relação muito forte com Nossa Senhora, decorrente da minha formação em um colégio de freiras.

MC O que a levou a ser a mulher mais forte do governo, praticamente o braço direito do presidente Lula? A que atribui esse status?
DR À minha história. O governo do presidente é como um rio com vários afluentes que convergiram para fazer esse projeto [de governo]. Sou um dos afluentes, que vem da luta libertária contra a ditadura. Mas há vários outros importantes: o pessoal do movimento sindical, do PT, do PMDB. Jogam muita pedra no PMDB, mas se esquecem do papel que ele desempenhou. Lembro-me do [Pedro] Simon [senador do partido] lutando pelas Diretas, brigando pela democratização. Então, não vamos esquecer quem somos, quem são essas diferentes trajetórias que desaguaram aqui.

MC A senhora passou por várias crises políticas graves durante seu governo (Dossiê FHC, Varig Log). O que faz para se manter forte internamente? Terapia, tem alguma crença? Chora escondido?
DR Não faço nada, não. Cargos públicos no Brasil são assim. Basta olhar a pressão que exerceram sobre o presidente. A gente aguenta, uai. É preciso se lembrar de ter um distanciamento e entender que isso faz parte do jogo político. Uma coisa que dá força é a sensação imensa de injustiça. Outra é que temos grande convicção no projeto que estamos fazendo. Em terceiro lugar é importante ter apoio. Tenho apoio do presidente, dos outros ministros. Também é fundamental ter foco. O mundo pode estar caindo que tenho de trabalhar. Tenho de fazer as obras do PAC andar, implementar os projetos que o presidente definiu. Mas também adquiri um lombo meio grosso e certas coisas não me atingem mais como antes. E isso é muita espuma, né? Tem um lado disso que é espuma, que vai embora.

MC Quando a senhora se engajou na militância política, no movimento estudantil?
DR Saí do colégio Nossa Senhora de Sion, em Belo Horizonte, de meninas de elite, aos 15 anos. As freiras estavam numa fase de transição. Uma das transformações era dar mais importância às questões sociais, à miséria. Senti essa influência. De lá mudei para o colégio Aplicação, porque se continuasse no Sion, teria que fazer 'normal', seria professora, e não queria isso. Meu primeiro dia de aula foi em 10 de março de 1964, um mês antes do golpe. O colégio era uma efervescência só. Era moderno, tinha representantes de vários grupos da esquerda. Com o golpe, alguns segmentos da classe média de que eu fazia parte se radicalizaram. Como alguém de 16 anos acha que pode existir democracia se um mês depois do início das aulas há um golpe de estado? Começaram as manifestações estudantis, teatrais, os festivais etc. Em 1968, quem fazia parte da militância de esquerda, quem lutava contra a ditadura, foi para a clandestinidade. Eu fui uma dessas pessoas.

MC Que influências intelectuais a senhora recebeu naquele momento?
DR Foi nesse período que ganhei minha sensibilidade social, a noção de que era impossível o País viver com tanta miséria. A percepção crescente dos problemas sociais, políticos e econômicos, do arroxo salarial, do não-reajuste do salário mínimo, direito de greve etc. Ganhei consciência da participação, da democracia. Ao mesmo tempo que estava despertando para a política, despertava para a cultura, literatura. Minha geração foi influenciada pela Simone [de Beauvoir], pelo [Jean Paul] Sartre, por todo o povo existencialista, pela nouvelle vague e muito profundamente pela revolução cubana.

MC Como sua família via isso?
DR Eu queria ser profissional, ganhar a vida, ser independente. Tive de convencer minha mãe, meu pai já tinha morrido. Ele morreu quando eu tinha 15 anos. Talvez se ele estivesse vivo, o nível de proteção que ele construiria em torno de mim fosse tão forte que eu tivesse de levar algum tempo para ser o que eu fui. Mas eu seria, inexoravelmente. Sartre, que também perdeu o pai, tem uma frase ótima sobre isso: 'Morreu meu superego'. Em que pese eu ter gostado muito e ter uma relação fortíssima com meu pai, de uma certa forma, é no momento da morte dele que - não é que eu deixo de ter um superego - deixo de ter um super-superego [risos].

MC E o que mudou daqueles tempos para cá? Que ideais a senhora perdeu?
DR Gostei muito de ser jovem naquele período. Mas em 1968, com o fechamento e a clandestinidade, a gente passou a acreditar que não era possível construir a democracia no Brasil. Mas, alguns anos depois, essa geração que foi para a cadeia e o exílio ganhou uma noção perfeita do valor da democracia e o que significa não tê-la. Não é só porque o cara deixa de cantar música, porque a peça não vai ser encenada, pois o teatro foi invadido, ou porque a imprensa é censurada. É porque se mata, se tortura, se extermina. Mudamos e entendemos que a democracia era fundamental.

MC Em uma entrevista que a senhora deu ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho, conta que durante 22 dias sofreu sessões de tortura, entrou com a palmatória, foi para o pau de arara. Como foi isso?
DR Tomei choques em várias partes do corpo, inclusive nos bicos dos seios. Tive até hemorragia. Depois de apanhar, era jogada nua em um banheiro, suja de urina e fezes. Tremia de frio até que a sessão de tortura começasse novamente.

MC Mesmo sofrendo tudo isso, não deu as informações que os militares queriam sobre seus companheiros. A senhora diz que foi aí que aprendeu a conhecer seus limites. Que processo foi esse?
DR Achava que podia ser heroína. Havia um tabu dentro da esquerda que não discutia o que é a dor, a tortura [a voz se torna mais grave]. Quando fomos para a cadeia, achávamos que não falaríamos nada diante da tortura. Errado. Dizer aos torturadores que não vamos falar o que sabemos é coisa de gente maluca. O único jeito de resistir é dizer que não tem as informações que eles estão perguntando: 'Não sei, não fiz, não estava lá'. Não há outra maneira. Se eles acharem que ao baterem mais conseguirão o que querem, a pessoa está roubada. Na tortura, as pessoas acabam falando porque têm limites para aguentar tudo aquilo. E nós tivemos de ampliar os limites para suportar as porradas e os choques sem dar informações. Pensava: 'Vou aguentar mais um tempo e depois seja o que Deus quiser'. É uma negociação de você consigo mesma. Se alguém tentar, em algum momento, dar de bacana, está lascado. Eles batem ainda mais. É um jogo de resistência psíquica. Mas, de certa forma, todo mundo conseguiu enganá-los. Os próprios militares falavam que preso velho era o que de pior havia. Um bicho 'cestroso', cheio de manha. Um preso novo não sabe o tamanho da dor que pode enfrentar. Em quatro meses, um preso já se torna relativamente velho. Fiquei três anos na cadeia. Só faltava ter auréola, de tão boazinha [risos].

MC Foi por isso que ficou tão irritada quando o senador José Agripino Maia, do DEM, disse que a senhora teria facilidade para mentir ali, durante uma sessão no senado, porque mentiu sob tortura?
DR Naquela ocasião, respondi a ele com veemência, um pouco de dor e muita emoção. É de uma ignorância supina alguém supor que mentir não seja difícil. A mentira é algo extremamente difícil de ser feito em uma cadeia. Diante da tortura, encaramos nós mesmos, nossas fraquezas, medos, pavores. Olhamos para o nosso pior lado, que não passa do lado humano mais frágil, mais desprotegido. Quem passa pela tortura e não tem complacência nem misericórdia com seus companheiros é maluco ou culpado. Porque quem não entende que uma pessoa falou sob tortura é louco. Mas aprendi que só conseguimos enxergar o outro se nos enxergarmos. O que é inadmissível é o terror de Estado, capaz de fazer isso com alguém.

MC Que balanço a senhora faz hoje desse período?
DR Fizemos uma análise errada. Achamos que a ditadura estava em crise, mas, na verdade, o milagre econômico estava apenas começando. A gente não percebeu o quanto eles ainda iam endurecer. Tivemos muitas derrotas. Apanhamos muito, não só fisicamente. Fomos ingênuos em achar que conseguiríamos um Brasil melhor, com mais igualdade e educação de forma fácil. A forma de fazer é árdua, difícil, leva tempo e exige mediações. Mas, no final, a gente ganhou. Tenho um imenso orgulho de fazer parte de um governo que mostrou que é possível crescer e distribuir renda ao mesmo tempo.

MC Muitos líderes, políticos e empresários acabam se envolvendo tanto com o trabalho que deixam a questão afetiva de lado. A senhora está solteira. Como é lidar com a solidão?
DR Mas não sou sozinha, não. Sou muito bem acompanhada. Me sinto muito bem comigo mesma. Pra gente se sentir só, precisa estar muito carente. Não se fica sozinha aos 60. Ficamos sozinhas aos 30.

Matéria original no site da Revista

Após falar com Serra, Mendes para sessão

Deu na Folha de S. Paulo
Após falar com Serra, Mendes para sessão

Ministro do STF adiou julgamento que pode derrubar exigência de dois documentos na hora de votar, pedida pelo PT

Candidato e ministro negam conversa, que foi presenciada pela Folha; julgamento sobre se lei vale continuará hoje

Moacyr Lopes Junior e Catia Seabra

Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo.

A solicitação foi testemunhada pela Folha.

No fim da tarde, Mendes pediu vista (mais prazo para análise), adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT). A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menos escolaridade.

A lei foi aprovada com apoio do PT e depois sancionada por Lula, sem vetos.

Ontem, após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens, que o informou que Mendes estava na linha.

Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente". Durante a conversa, caminhou pelo auditório. Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"

Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.

Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.

Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.

O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.

Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.

À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.

fonte:http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/09/30/apos-falar-com-serra-mendes-para-sessao-328704.asp

O que os paulistas tem na cabeça

estorias

A testemunha-bomba do PiG (*)
é para associar Dilma ao PCC
Publicado em 29/09/2010 Compartilhe | Imprima | Vote (+63)


Na foto, último argumento do PiG


O Conversa Afiada reproduz texto que recebeu de amigo navegante.

Perceba a possível conexão entre o teor do texto e a notícia veiculada em Brasília:



A “bala de prata” é a maior fraude da história política do Brasil


Indivíduos do Capital e da região de Sorocaba, com diversas passagens pela polícia (roubos, receptação, assaltos à mão armada, seqüestros etc.) foram contatados por políticos ligados ao PSDB local através de um elemento intermediário com trânsito mútuo;


Foram informados de que “prestariam serviços” e levados até um shopping da cidade de São José do Rio Preto;


Lá mantiveram encontro com outras três pessoas, descritas como “muito importantes”, e receberam um adiantamento em dinheiro vivo;


Não se tratava de qualquer encomenda de morte, assalto ou ato criminoso tão comum para os marginais recrutados;


Imediatamente, tais bandidos foram levados até o Rio de Janeiro, a um bairro identificado como Jardim Botânico, onde ficaram confinados por dois dias;


Uma equipe de TV, num estúdio particular, gravou longa entrevista com os bandidos. O script era o seguinte: “somos do PCC, sempre apoiamos o governo Lula e estamos com Dilma”. Não fugiu disso, com variações e montagens em torno de uma relação PCC/Lula/PT/Dilma;


Os bandidos recrutados também foram instruídos a fazer ligações telefônicas para diversos comparsas que cumprem penas em penitenciárias do Estado de São Paulo. A ordem era clara: simular conversas que “comprovassem” a ligações entre o PCC e a campanha de Dilma;


Tudo foi gravado em áudio e vídeo;


A farsa começou a ser desmontada quando o pagamento final pelo serviço veio aquém do combinado;


Ao voltarem para São Paulo, alguns dos que gravaram a farsa decidiram, então, denunciar o esquema, relatando toda a incrível história acima com riqueza de detalhes;


As autoridades já estão no encalço da bandidagem. De toda a bandidagem;


A simulação seria veiculada por uma grande emissora de TV e por uma revista depois do término do horário eleitoral, causando imenso tumulto e comoção, sem que a candidata Dilma Rousseff, os partidos que a apóiam e o próprio governo Lula tivessem o tempo de denunciar a criminosa armação;


Essa é a “bala de prata”. Já se sabe seu conteúdo, os farsantes e o custo, além dos detalhes. Faltam duas peças: quem mandou e quem veicularia (ou ainda terá o desplante de veicular?) a maior fraude da história política brasileira;


Com a palavra, as autoridades policiais.
A propósito, o amigo navegante enviou essa “nota” extraída da imprensa de Brasilia:

29/09/2010 | 00:00 – www.claudiohumberto.com.br
Almoço global
A Rede Globo oferece em São Paulo almoço vip, nesta quinta, data do último debate presidencial, a Leandro Daiello, superintendente local da Polícia Federal – que anda atarefada com inquéritos de Erenice & cia.

fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/09/29/a-testemunha-bomba-do-pig-vai-tentar-associar-dilma-ao-pcc/